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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Vozinha neutra

21.10.20, Alice Alfazema

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Ilustração Adrien Patout

 

Eu gosto muito de vozes, conheço vozes que me acalmam, outras que me alucinam, e aquelas que me alegram. Gosto de sentir emoção na voz, gosto de uma voz grave e profunda, não gosto daquelas vozes que me irritam e que me obrigam a  "desligar" de tão agudas e incisivas que são. 

A voz, pode ser trabalhada para disfarçar emoções, ou para activar as mesmas. Quando uma pessoa fala não transmite apenas palavras com um determinado significado, a fala vem também acompanhada daquilo que a pessoa sente. Não acredito em vozes que nunca se alteram, que podem descrever os piores momentos num mesmo tom, ou aquelas que podem falar sobre carinho num desalento monótono. Há qualquer coisa de sinistro nessas vozes vazias de emoções.  

 

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