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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Trabalhadores

Patrões à portuguesa

22.07.21, Alice Alfazema

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Ilustração Andrei Popov

 

Há por aí uma cultura que murmura palavreado de aversão aos trabalhadores, diz-se aqui e ali que quer-se é emprego e não trabalho, que trabalho há muito, só não trabalha quem não quer. Mesmo a comunicação social evidencia, e em muito, os constrangimentos que as greves deixam no rastro dos dias de luta. Como se não fosse necessário abdicar de dias de salário para demonstrar que se existe. Raramente se vê questionar as causas, os baixos salários, os horários, as condições laborais.  Trabalhar é visto como um acto que se deve viver em sacrifício e em martírio. Há quem tenha ódio aos seus próprios trabalhadores, como se não fossem eles a sua fonte de riqueza. É uma pobreza de espírito e uma grande perda para a economia ouvir alguém falar assim. Com "lideres" assim quem precisa de mordomos?

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