O Ginjas a dar o exemplo
Yoga canina

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Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem mais aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas pêras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.

Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro; dêem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei, feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.
Poema de Vinicius de Moraes, ilustrações Agata Nowicka

Ilustração Timothy Adam Matthew
Estou aqui ocupada, no silêncio do dia, vendo o barulho da vida. A vida faz muito barulho. É chata, às vezes rude, outras surpreendente. Procura e achas. Leva contigo aquilo que quiseres, mas deixa para trás aquilo que te faz doente. Ocupa-te do que te faz bem. Beijos.

Ilustração Evgenia Gapchinska
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esperança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.
Fernando Pessoa