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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

No olhar

18.02.21, Alice Alfazema
  Ilustração  Paola Castelló -La Maga-   Quando me vejo ao espelho, centro a minha atenção na expressão do olhar, no  seu contorno, e nalguns raios vermelhos que rodeiam a íris, e sei o que vai para além disso, sei que a pálpebra direita está mais descaída porque durmo para esse lado, sei que o tempo esfumou-se, e o meu olhar perdeu o branco cristalino, e também o fulgor da alegria. De certa (...)

Onde fica a fissura?

20.02.20, Alice Alfazema
  Fotografia Artur Pastor       Sempre vivemos para além da memória apesar do lapso apunhalando o tempo Porque antes fomos connosco noutra hora, e agora voltamos quando já nos esquecemos Onde fica a fissura, a brecha por onde passámos a chegarmos de novo ao nosso presente Infringindo as regras das horas improváveis hoje igual a ontem, já inexistente Partimos e tornamos na nossa eternidade assim a repeti-la num infindo repente Perdidos um do outro sempre a regressarmos, revertendo (...)

Dezembro - Dia 12 - Mensagem

12.12.19, Alice Alfazema
Ilustração  Ed Fairburn   Existe uma mensagem escondida que não encontras. Há sempre uma, geralmente é a que mais procuras. É o teu sentido, a tua visão, o que não aceitas, o que esperas, o que desejas. E se não houver mensagem? E se a própria mensagem fores tu? O que fazes?

#diariodagratidao 27-04-2019

27.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração Luís Alves     A vida depois de um certo olhar fica melhor, mais aberta, mais atenta, menos apressada, porque os dias são contados, porque podem ser os últimos, tais como os sorrisos e os cafés bebidos com amigos.