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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Onde fica a fissura?

20.02.20, Alice Alfazema
  Fotografia Artur Pastor       Sempre vivemos para além da memória apesar do lapso apunhalando o tempo Porque antes fomos connosco noutra hora, e agora voltamos quando já nos esquecemos Onde fica a fissura, a brecha por onde passámos a chegarmos de novo ao nosso presente Infringindo as regras das horas improváveis hoje igual a ontem, já inexistente Partimos e tornamos na nossa eternidade assim a repeti-la num infindo repente Perdidos um do outro sempre a regressarmos, revertendo (...)

Dezembro - Dia 12 - Mensagem

12.12.19, Alice Alfazema
Ilustração  Ed Fairburn   Existe uma mensagem escondida que não encontras. Há sempre uma, geralmente é a que mais procuras. É o teu sentido, a tua visão, o que não aceitas, o que esperas, o que desejas. E se não houver mensagem? E se a própria mensagem fores tu? O que fazes?

#diariodagratidao 27-04-2019

27.04.19, Alice Alfazema
  Ilustração Luís Alves     A vida depois de um certo olhar fica melhor, mais aberta, mais atenta, menos apressada, porque os dias são contados, porque podem ser os últimos, tais como os sorrisos e os cafés bebidos com amigos. 

Ó Alicinha o que te preocupa no Verão de 2017?

27.08.17, Alice Alfazema
Preocupa-me que haja tanta informação, mas...   ...as pessoas não saibam distinguir o onde, como, quando, quem e porquê ...que a Amazónia esteja a ser destruída através de decretos-leis ...que o plástico que há no mar seja um assunto secundário, ou mais, num qualquer jornal informativo ...que os incêndios sejam os negócios mais lucrativos de Verão ...que o terrorismo não seja um assunto a ser discutido de forma credível ...que o espírito critico não seja fomentado ...que os crimes ambientais não sejam puníveis com prisão efectiva