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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pele negra

30.03.19, Alice Alfazema
Você pode me riscar da História com mentiras lançadas ao ar. Pode me jogar contra o chão de terra, mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar. Minha presença o incomoda? Por que meu brilho o intimida? Porque eu caminho como quem possui riquezas dignas do grego Midas. Como a lua e como o sol no céu, com a certeza da onda no mar, como a esperança emergindo na desgraça, assim eu vou me levantar.         Você não queria me ver quebrada? Cabeça curvada e olhos para o chão? Om (...)

Micro contos - A tua vida apodrece ou ferve?

26.05.17, Alice Alfazema
Ilustração Tonya Engel   Estive a observar a água, deixei que fervesse até desaparecer, muitas bolhas explodiram, fizeram barulho e davam um ar de sua graça, transformaram-se em vapor, foram-se e o recipiente ficou vazio. Coloquei novamente água no púcaro e deixei ficar sem lume, sem nada, passaram os dias e a água apodreceu, deitei-a fora, já não podia mais com o cheiro.     Alice Alfazema

Nós as mulheres queremos viver serenas de tradições?

29.08.16, Alice Alfazema
Ontem dia vinte e oito de Agosto de 2016, fui à praia, estive estendida na minha toalha de sempre, com a minha filha ao meu lado, as duas na mesma sombra, as duas mulheres, em idades diferentes, com gostos diferentes, com objectivos diferentes, com vidas paralelas. Eu e a minha filha, somos iguais em género, somos iguais na linguagem, queremos coisas bonitas, gostamos de ir passear, de ir à praia, do sol, de amigos, de liberdade de escolha.   Ontem da minha toalha, olhei a praia, as (...)