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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Um punhado de terra

24.05.20, Alice Alfazema
  Tenho um punhado de terra já exausta, cultivei tantas coisas nela e durante tanto tempo que anulei por completo a sua reprodução, fartei-me de a regar, mas a terra era sempre a mesma,  as culturas não nasciam, ou então cresciam raquíticas e sem sabor. Foi longo o período em que estive em busca de encontrar as soluções para que tudo aquilo tivesse um final fim feliz, culpava a terra, as sementes, a água, o Sol, o vento, a chuva, o frio. Nem me lembrava que a agricultora era (...)

Diário dos meus pensamentos (52)

Ressignificar

10.05.20, Alice Alfazema
Ilustração Aimee Sicuro     A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai! Mas eu preciso ser Outros. Eu penso renovar o homem usando (...)

Diário dos meus pensamentos (51)

As nossas escolhas

09.05.20, Alice Alfazema
  Ilustração Ana Jarén       “Nós que vivemos nos campos de concentração podemos nos lembrar dos homens que caminhavam pelos barracões confortando os outros, dando-lhes o seu último pedaço de pão. Eles podiam ser poucos em quantidade, mas ofereciam prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem, menos uma coisa: a sua última liberdade. Escolher a sua própria atitude em qualquer situação, é escolher o seu próprio caminho.”     Viktor E. Frankle, in M (...)

Diário dos meus pensamentos (50)

Marcas

08.05.20, Alice Alfazema
Ilustração Vrigit Smith    Neste diário não existe o dia 49, porque também há os dias de "algum dia" ou  de" qualquer dia", são aqueles dias que não têm lugar no calendário, mas que pensamos neles pelas mais diversas razões, são sempre dias de futuro, mas que ficam muitas vezes no passado, quer porque deixámos de ter tempo, coragem,  ou oportunidade de vivê-los. É bom termos a consciência que em cada dia temos um tempo novo, sempre por estrear mesmo que pareça igual. (...)