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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Momento dourado

18.01.21, Alice Alfazema
Fotografia Carlo Galliani Nada do que é dourado fica, ou é um fim, ou um começo. Um momento hipnótico difícil de repetir, talvez impossível. O dourado é a loucura que se afasta ou que vem ao encontro. Queria eu poder escolher com qual delas ficar.  

Asseio

07.01.21, Alice Alfazema
Ilustração Iris Scott    Se limpássemos regularmente os nossos pensamentos, como limpamos as gavetas, os armários e os vidros, conseguiríamos mais espaço para novas expectativas, uma maior largueza de horizonte, e uma perspectiva diferente daquilo que realmente somos.     

Serra da Arrábida

02.01.21, Alice Alfazema
  Por mais que eu viva, nunca me vou cansar de olhar esta paisagem e de sentir este cheiro mágico. Por mais que se repita há sempre algo novo para descobrir. Algo que me transporta para o passado, me posiciona no presente e me faz sonhar com o futuro.     É uma paixão que não abranda. Parte de mim anda por ali. A alma que percorre o cume e saboreia o fim do rio e o começo do oceano. O calor da terra cor de fogo. As pedras que se equilibram perante o abismo. A cigarra que espera (...)

Ainda

04.12.20, Alice Alfazema
Ilustração  Rolf Armstrong    AindaTenho flores por colherO céu por alcançarCaminhos por percorrer  AindaTenho mágoas por curarNoites por descobrirLágrimas por cristalizar AindaTenho desejo e arrepioSonhos a esvoaçarE sou nascente e rio AindaTenho o tempo por iludirO sol por tocar, o arco-írisA chuva e o vento por abraçar. AindaNão sei como suster o tempoE tenho tantas floresPor semear!  Poema de Alice Queiroz   

O que virá

10.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Andrea Calisi   Fez-nos bem, muito bem, esta demora:  Enrijou a coragem fatigada...  Eis os nossos bordões da caminhada,  Vai já rompendo o sol: vamos embora. Este vinho, mais virgem do que a aurora,  Tão virgem não o temos na jornada...  Enchamos as cabaças: pela estrada,  Daqui inda este néctar avigora!... Cada um por seu lado!... Eu vou sozinho,  Eu quero arrostar só todo o caminho,  Eu posso resistir à grande calma!... Deixai-me chorar mais e beber mais,  Perseguir doidamente os meus ideais,