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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Onde fica a fissura?

20.02.20, Alice Alfazema
  Fotografia Artur Pastor       Sempre vivemos para além da memória apesar do lapso apunhalando o tempo Porque antes fomos connosco noutra hora, e agora voltamos quando já nos esquecemos Onde fica a fissura, a brecha por onde passámos a chegarmos de novo ao nosso presente Infringindo as regras das horas improváveis hoje igual a ontem, já inexistente Partimos e tornamos na nossa eternidade assim a repeti-la num infindo repente Perdidos um do outro sempre a regressarmos, revertendo (...)

Curso previsível da vida

07.02.20, Alice Alfazema
  Ilustração Anke Evers     Nunca são as coisas mais simples que aparecem quando as esperamos. O que é mais simples, como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se encontra no curso previsível da vida. Porém, se nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos nos empurrou para fora do caminho habitual, então as coisas são outras. Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso: um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando (...)

Labirinto ao ouvido

03.02.20, Alice Alfazema
¬† ¬† Um pai antes de morrer disse ao seu filho: ‚ÄstEste √© um rel√≥gio que o teu av√ī me deu. Tem mais de 200 anos. Mas antes de te o entregar,¬† pe√ßo-te que v√°s ao relojoeiro do centro e diz-lhe que queres vende-lo, para veres quanto ele vale. O filho foi. Depois voltou e disse ao pai: ‚Äď O dono da relojoaria paga-me 5 euros porque diz que ele √© velho. ¬† ¬† O pai disse-lhe: ‚Äď Vai ao caf√© e pergunta ao dono quanto √© que te d√° por ele. O filho foi. Depois voltou, e disse: ‚Äď (...)

"Quem anda no trilho é trem de ferro. Sou água que corre entre as pedras:

liberdade caça jeito."

02.02.20, Alice Alfazema
¬† Titulo Manoel de Barros ¬† O que √© uma coisa? √Č preciso ensinar que as coisas n√£o s√£o apenas coisas, mas tamb√©m sistemas que constituem uma unidade, a qual engloba diferentes partes. N√£o mais objetos fechados, mas entidades inseparavelmente ligadas a seu meio ambiente, que s√≥ podem ser realmente conhecidas quando inseridas em seu contexto. ¬† Edgar Morin ¬†