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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Saúde mental

19
Jan22

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Ilustração Hala Maher Yehia

Esta pintura foi criada pela artista como meio de chamar a atenção sobre a forma como lidamos com a nossa saúde mental,  olhamos claramente para a boca esborratada, o que falta ali? É claro nesta visão de que se trata da mesma pessoa, no entanto a pessoa que cala não é a mesma que fala. A força da dualidade existente dentro de cada um nem sempre vem à tona, pode não haver demonstração, pode haver um silêncio em que ninguém dá por isso, poderá ser uma tristeza prolongada, uma angústia disfarçada de alegria. É isto a saúde mental, em que o próprio cérebro se encontra e se perde em pânico na busca de respostas para as quais nenhuma lhe sai pela boca. 

A questão da saúde mental raramente é levada a público e a sério, na maioria das vezes prescrevem-se medicamentos para os sintomas sem no entanto se tratarem também as suas causas, no ciclo da causa efeito há quem morra na busca de sair da sua dor, talvez porque essa dor é uma causa e não um sintoma. 

 

 

E ficam as flores

15
Jan22

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Foi uma semana dolorosa, parece-nos sempre que não há nada para falar sobre a morte, um fim anunciado desde que nascemos, no final sentimos que ficam os silêncios preenchidos pelas memórias que continuam vivas, também as palavras ecoam, como ecos pequeninos que vão e vêm à medida que nos vamos dando conta da dor. Nunca mais haverá oportunidade de recuar, nem de encontrar o tempo perdido, o que foi é o que é, fica a generosidade, ficam os dias que foram cheios de risos e brincadeiras, ficam os barulhos dos papéis de embrulho rasgados com impaciência, e as voltas de carro, ficam os passeios pela mão e as jogatinas à bola, fica tudo guardado nos corações, assim como ficam aqui as flores, numa recordação perfumada pelos dias felizes, e é o que importa, é que os dias tenham sido felizes. 

Malmequeres

flor lilás

orquidea

Jarro

orquidea

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Mundo microscópico

30
Dez21

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Fotografia  Gheorghe Popa

Pudéssemos nós ver o mundo microscópico como se fosse a olho nu, e poderíamos acreditar mais no sonho, não como clichés, mas antes como verdadeiros. Pudessem as intenções serem acima de tudo audazes.

 

 

“Todos sabem, o alimento

que queremos é o fruto mais doce,

com pouco sumo e muita semente.

Coisa que se come e se guarda pra plantar.”

 

Poema Pedro Cruz de Aguiar