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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Baralho de cartas

20.10.20, Alice Alfazema
Ilustração  Alexej Ravski   Quando o teu corpo oscila no meu Quando é já carne o que era só céu Quando o amor se entrega durante E o teu suor é meu num instante  Eu planto as palmas nos teus quadris A morte é menos do que eu sempre quis Eu pouso as mãos no teu abandono Depois das horas há de haver o sono  Baralho as cartas com que jogar Encontro o amor em qualquer lugar Em qualquer poiso pouso a cabeça Seja assim tudo o que eu mais mereça Baralho as cartas com que jogar Encontr (...)

Árvores andantes

18.10.20, Alice Alfazema
  Ilustração Laura J. Bobbiesi   A menina olhou a casca rugosa daquela velha árvore e fez-lhe uma vénia, o vento soprou naquele momento dando-lhe a sensação que a árvore lhe respondia. Sentia os socalcos das raízes por debaixo dos seus pés, numa ligação permanente à Terra Mãe. Até agora ainda não tinha compreendido porque não faziam das árvores monumentos vivos. Via nelas obras-primas da natureza, em cada uma havia uma sala cheia de pormenores e de histórias por (...)

Rastros

30.09.20, Alice Alfazema
Ilustração  Andrea Calisi   Rio                 manso                               rio manso                                                vai tranquilo                                                     rio manso, vai descendo                                           vai levando ao ribeirinho                            água limpa e peixe bom             vai (...)

Micro contos - Caras

10.08.20, Alice Alfazema
Ilustração Sandra Silberzweig   E todos os dias ela vestia uma cara diferente. Conforme havia calor ou frio, tristeza ou contentamento, trabalho ou lazer. Também tinha caras especiais para os dias mais intensos e ocasiões únicas.