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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Humor

13.09.21, Alice Alfazema
Fotografia Mhark Gee     E se Deus é canhoto e criou com a mão esquerda? Isso explica, talvez, as coisas deste mundo. Carlos Drummond de Andrade   Encontramos o humor nas contradições, nos absurdos da vida, numa réstia de esperança, num modo vasto de irmos em frente, na maneira como nos encaramos a nós e aos outros. Sendo que o humor adoça-se com um riso, podendo azedar-se com um esgar. Talvez o limbo humorístico se passeie entre um a dividir pelo outro. Um bem humorado não (...)

25 de Abril Sempre

10.09.21, Alice Alfazema
    "Nunca seria demais recordar que a solidariedade não é facultativa, mas um dever que resulta do artigo 1.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade".   Jorge Sampaio 1939-2021     Nosso pai, nosso pai Baba yetu, yetu uliye Nosso céu, nosso amém Mbinguni yetu, yetu, amina Pai nosso, nosso, quem B (...)

Dois mundos

05.09.21, Alice Alfazema
Ilustração Margaret  Keane   A vida é uma estrela que resplandece no horizonte, no limite de dois mundos, entre a noite e a aurora. Quão pouco sabemos o que somos! Ainda menos sabemos o que vamos ser. Lord Byron   Boa semana.  

Estrela do mar

07.07.21, Alice Alfazema
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte e em que o sono parecia disposto a não vir fui estender-me na praia sozinho ao relento e ali longe do tempo acabei por dormir ✩   Acordei com o toque suave de um beijo e uma cara sardenta encheu-me o olhar ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar ✩ Sou a estrela do mar só a ele obedeço, só ele me conhece só ele sabe quem sou no princípio e no fim só a ele sou fiel e é ele (...)

Um templo a céu aberto

25.06.21, Alice Alfazema
Ilustração Tomasz Alen Kopera Sempre me questionei se os pássaros cantavam para as árvores e se elas se deliciavam com o seu canto e se poderiam bater palmas ao sabor do vento, sem ninguém dar por isso. Tenho observado como os gaios confraternizam e se abrigam debaixo da folhagem verde e robusta da grande árvore existente defronte da minha janela. Ao final do dia, quando o sol se acalma e nos diz adeus as sombras da noite começam a invadir o horizonte, pelo meio do arvoredo da (...)