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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

"Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo"

14.12.20, Alice Alfazema
Ilustração Robert Duncan   Se és capaz de manter tua calma, quando, todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa. De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa. Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso. Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, de sonhar - sem fazer dos sonhos teus (...)

Orvalho

13.04.20, Alice Alfazema
  Deixa que o orvalho lave a poeira dos caminhos.     Deixa que a pedra rosada se incendeie com o Sol e que as chamas iluminem o destino tão incerto e frágil, quanto a carne que um dia, será apenas pó.     Deixa que o amor, num simples abraço se eternize antes que o corpo nada mais precise.     Deixa que o sonho não seja fantasia que ressuscite em cada dia e fique gravado em cada um de nós ! Deixa!       Poema Lita Lisboa, in Nuances Poéticas 

Simplicidade

21.02.20, Alice Alfazema
Ilustração Jungho Lee     alguém devia separar a inquietação do tempo ouvir os cânticos não humanos da terra serenata de peito aberto aceito o abrandamento da respiração e o vento protector engrandece a ideia de raiz a simplicidade chama-se pedra-folhagem-animal e voa a verdade tem nome de pássaro azul com alma tu e eu em prece murmurada de escuta tu e eu e as primeiras águas tu e eu em construção ainda que não haja tempo para edificar a árvore do mundo     Poema (...)

Fotógrafos de Natureza - Daniel Řeřicha

28.08.19, Alice Alfazema
  Como um vento na floresta, Minha emoção não tem fim. Nada sou, nada me resta. Não sei quem sou para mim.       E como entre os arvoredos Há grandes sons de folhagem, Também agito segredos No fundo da minha imagem.     E o grande ruído do vento Que as folhas cobrem de som Despe-me do pensamento: Sou ninguém, temo ser bom.     Fotografias Daniel Řeřicha      Poema de Fernando Pessoa 

A escada para o arco-íris

25.11.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Sarolta Szulyovsky      Nascida na ternura ou na tristeza,Límpida gota dos orvalhos da alma,Tu, lágrima saudosa, muda e calma,Que força enorme tens nessa fraqueza?  Possuis mais que o poder da realeza,Quando és filha da dor que o pranto acalma,E, qual gota de orvalho em verde palma,À pálpebra chorosa ficas presa! Estrela da saudade, flor de neve,Que o vento da tristeza faz brotar,Amo o teu brilho nessa luz tão breve Do breve globo teu… imenso marCujos (...)