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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Fotógrafos de Natureza - Daniel Řeřicha

28.08.19, Alice Alfazema
  Como um vento na floresta, Minha emoção não tem fim. Nada sou, nada me resta. Não sei quem sou para mim.       E como entre os arvoredos Há grandes sons de folhagem, Também agito segredos No fundo da minha imagem.     E o grande ruído do vento Que as folhas cobrem de som Despe-me do pensamento: Sou ninguém, temo ser bom.     Fotografias Daniel Řeřicha      Poema de Fernando Pessoa 

Conversas da escola - Abertura da época 2019/2020

27.08.19, Alice Alfazema
Olá! Sei que já estão com saudades destes pequenos textos. Sendo assim, vamos lá começar! Bem-vindos à época 2019/2020!   Por estes dias ocorrem à escola muitos miúdos que vão frequentar o 5º ano. Uns são tímidos, outros desinibidos e curiosos por explorar este novo espaço gigantesco. Nem sempre meto conversa, mas na maior parte das vezes não resisto. Estamos em Agosto, ainda há muito calor, as pessoas andam à vontade e com roupas leves e chinelos no pé. Nestes (...)

💋Memória

25.08.19, Alice Alfazema
    Aí, de repente, os meus olhos se abriram, e vi como nunca havia visto. Senti que o tempo é apenas um fio. Nesse fio vão sendo enfiadas todas as experiências de beleza e de amor que passamos. Aquilo que a memória amou fica eterno. Um pôr do sol, uma carta que recebemos de um amigo, os campos de capim-gordura brilhando ao sol nascente, o cheiro do jasmim, um único olhar de uma pessoa amada, a sopa borbulhante sobre o fogão de lenha, as árvores de outono, o banho de cachoeira, (...)

Linguagem nenhuma

24.08.19, Alice Alfazema
    Se às vezes digo que as flores sorriem  E se eu disser que os rios cantam,  Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores  E cantos no correr dos rios...  É porque assim faço mais sentir aos homens falsos  A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.  Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes  À sua estupidez de sentidos...  Não concordo comigo mas absolvo-me,  Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,  Porque há (...)

Olha a bolinha!

17.08.19, Alice Alfazema
O homem das bolinhas de Berlim caminha sem cessar pela praia, gritando sem se cansar: olha a bolinha!.  Percorre a areia dourada e quente, e na pele traz um bronzeado de fazer inveja, tem músculos de quem pratica caminhada, na cara um sorriso de quem quer cativar. As crianças adoram-no, como se fosse um palhaço num circo de praia. Na água os peixes brincam às escondidas.