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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Folha

26.10.19, Alice Alfazema
  Ilustração Carolina Avelino    O VENTO voa, a noite toda se atordoa, a folha cai. Haverá mesmo algum pensamento sobre essa noite? sobre esse vento? sobre essa folha que se vai?     Poema Cecília Meireles 

#diariodagratidao 13-06-2019

13.06.19, Alice Alfazema
    Ilustração  Mutsumi   Cheguei a casa quando anoitecia. Ainda quente, o vento empurrava-me o vestido. Por um instante senti-me ave levada por brisas, plumas e enigmas. A aragem entontecia-me de prazer. Queria ficar nos braços daquele vento. Imaginei que o anoitecer me pertencia. De pé, senti o teu corpo. O meu, aberto e solto, deixou-se ir. Sou apenas uma guardadora de ventos.     Poema de Lília Tavares

Dias de vento

24.03.15, Alice Alfazema
Os dias de vento fazem-me lembrar do tango. A dança das folhas, a fúria e a pausa repentina. O deixar ir. O vir. O ficar.   ...um dia vão descobrir que viver é um treino e uma aprendizagem… É um exercício de meter no possível os nossos sonhos, os nossos desejos e as nossas ambições mas sem abdicar deles.(…) E quando a gente faz essa descoberta vai ainda mais longe: faz por tornar os nossos sonhos possíveis. E o que é possível, sempre, é o afecto que damos aos outros… in (...)