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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Tapetes celestiais debruados a verde magia

da saga: uma caminhada por dia

26.02.21, Alice Alfazema
Sempre imaginei o musgo como um lugar mágico, onde habitam criaturas pequeninas, tão pequeninas que não conseguem ser vistas a olho nu. É um tapete aveludado que cresce com muita paciência. Frágil e de verdes luxuriosos, dão-nos a perspectiva ilusória de como somos gigantes. No fim, vendo bem a coisa somos um pedaço de musgo neste gigantesco universo.  Morri pela Beleza - mas mal me tinha Acomodado à Campa Quando Alguém que morreu pela Verdade, Da Casa do lado - Perguntou (...)

5 Km

da saga: uma caminhada por dia

24.02.21, Alice Alfazema
  Qualquer caminho leva a toda a parte. Qualquer ponto é o centro do infinito. E por isso, qualquer que seja a arte De ir ou ficar, do nosso corpo ou espírito, Tudo é estático e morto. Só a ilusão Tem passado e futuro, e nela erramos. Não há estrada senão na sensação É só através de nós que caminhamos.   Tenhamos pra nós mesmos a verdade De aceitar a ilusão como real Sem dar crédito à sua realidade. E, eternos viajantes, sem ideal Salvo nunca parar, dentro de nós, C (...)

A caveira

da saga: uma caminhada por dia

17.02.21, Alice Alfazema
"Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos"       Aonde vais, caminhante, acelerado? Pára…não prossigas mais avante; Negócio, não tens mais importante, Do que este, à tua vista apresentado. Recorda quantos desta vida tem passado, Reflete em que terás fim semelhante, Que para meditar causa é bastante Terem todos mais nisto parado. Pondera, que influído d'essa sorte, Entre negociações do mundo tantas, Tão pouco consideras na morte; Porém, se os olhos aqui levantas, Pára…por (...)