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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Para fazer o melhor do mundo é preciso um bocado de tristeza

26.01.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Jungsuk Lee   Nuvens lentas passavam Quando eu olhei o céu. Eu senti na minha alma a dor do céu Que nunca poderá ser sempre calmo.   Quando eu olhei a árvore perdida Não vi ninhos nem pássaros   Eu senti na minha alma a dor da árvore Esgalhada e sozinha Sem pássaros cantando nos seus ninhos.   Quando eu olhei minha alma Vi a treva. Eu senti no céu e na árvore perdida A dor da treva que vive na minha alma.   Vinícius de Moraes          

És a faca ou o balão?

22.08.18, Alice Alfazema
  Ilustração Ada Sinache       Era uma vez… Um tanque maravilhoso.   Era uma lagoa de água cristalina e pura onde nadavam peixes de todas as cores existentes e onde todas as tonalidades de verde se refletiam permanentemente… Aproximaram-se daquele tanque mágico e transparente a tristeza e a fúria para se banharem em mútua companhia.   Ilustração Thierry Manes     As duas tiraram os vestidos e, nuas, entraram no tanque. A fúria, que tinha pressa (como sempre (...)

Chuva

16.10.17, Alice Alfazema
  Ilustração Stanley Kerr     Neste momento está a chover. Há tanto tempo que não chove. Já tinha saudades da chuva e do cheiro a terra molhada. As formigas hão-de esconder-se das gotas de chuva. Abençoada água que cai do céu e molha a terra demasiado seca. O resto das folhas das árvores hão de cair já sem força para continuarem nos ramos. A chuva cai de mansinho, avançando pela estrada escura e suja de pó. Lava a estrada, lava o ramo, lava a mágoa do dia de ontem. (...)

Sem sombra

09.04.14, Alice Alfazema
Tenho sentido saudades dos recortes das palmeiras contra o azul do céu e do mar, foram-se assim silenciosamente, sem que ninguém desse por isso? Sinto que jamais verei a mesma paisagem e nem terei a mesma sombra fresca.   Alice Alfazema