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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As janelas são lugares mágicos?

05.04.18, Alice Alfazema
    Serão as janelas lugares mágicos que transformam a vida? À janela a solidão transforma-se. A pessoa que está só junta-se aos que passam, rodeia-se de vozes e de sons da natureza, vê para além da parede e do cortinado, a uns escassos metros estaria completamente ignorada, ali naquele espaço é vista e às vezes reconhecida.    À janela colocamos a nossa roupa, as nossas plantas que gostamos tanto, deixamos que o sol entre por esses buracos esculpidos na parede. (...)

A todos os lugares e a todas as cores, do coração para a cabeça e da cabeça para o coração

17.10.16, Alice Alfazema
 Fotografia do blogue, Dias com árvores   Pede-se a uma criança: Desenha uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém. Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.   A criança quis tanta força em certas linhas que o papel (...)

As palavras

14.03.15, Alice Alfazema
    Entre nós e as palavras há metal fundente entre nós e as palavras há hélices que andam e podem dar-nos a morte      violar-nos     tirar do mais fundo de nós o mais útil segredo entre nós e as palavras há perfis ardentes espaços cheios de gente de costas altas flores venenosas      portas por abrir e escadas e ponteiros e crianças sentadas à espera do seu tempo e do seu precipício Ao longo da muralha que habitamos há palavras de vida há palavras de morte (...)