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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ternura

01.08.13, Alice Alfazema
Desvio dos teus ombros o lençol,  que é feito de ternura amarrotada,  da frescura que vem depois do sol,  quando depois do sol não vem mais nada...  Olho a roupa no chão: que tempestade!  Há restos de ternura pelo meio,  como vultos perdidos na cidade  onde uma tempestade sobreveio...  Começas a vestir-te, lentamente,  e é ternura também que vou vestindo,  para enfrentar lá fora aquela gente  que da nossa ternura anda sorrindo...  Mas ninguém sonha a pressa com (...)

Plantei girassóis. Semeei estrelas.

11.11.10, Alice Alfazema
  "Das mãos que me vestiram e acarinharam em criança, guardei os gestos de silêncio e ternura.   Em vibração e alegria adolesci.   Nas margens dos voos e das vertigens amadureci.   Bebi o sol e mar, mergulhei as mãos no azul, provei a água dos frutos, sorvi o orvalho das rosas.   Com estes fios, por dentro, me teci, me cobri e descobri.   Com eles atravessei poentes e alvoradas, sulquei caminhos, subi montanhas.   Plantei girassóis. Semeei estrelas."