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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Do outro lado

11.11.20, Alice Alfazema
  Podemos esgotar a vida a tentar fazer aquilo que não sabemos, a ultrapassar os medos e as inseguranças. Por vezes com tantas tentativas falhadas que nos levam à exaustão, ao desalento e até à desistência do objectivo. Fazêmo-lo porque à luz da sociedade é bastante valorizado sermos insistentes naquilo que não somos capazes. Então como num martírio lá vamos nós dia a dia, passo a passo, esperando que chegue a ocasião de sermos elogiados pelo que conseguimos. Raramente (...)

O pássaro solitário

14.09.19, Alice Alfazema
  Em certa árvore há um pássaro, que canta a alegria da vida. Nos galhos mais escondidos, lá ele pousa e repousa. Chega ao descer o crepúsculo e parte ao erguer-se a aurora.         Quem sabe que pássaro é esse que canta dentro de mim? Não tem forma nem cor, não tem contorno nem estofo. Pousa na sombra do amor e repousa no inatingível.     Kabir diz: Ó sadhu, meu irmão, profundo é este mistério. Deixa que os sábios descubram onde tal pássaro se esconde.       P (...)

Cada um sente o que é

25.04.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Kristina Swarner     Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre (…) Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.       Arthur Schopenhauer       Alice Alfazema

O pintor da solidão

07.08.14, Alice Alfazema
Pintura Edward Hopper     Era uma solidão que outrora se levava nos dedos, como a chave do silencio. Uma solidão de infância sobre a qual se podia brincar, como sobre um tapete. Uma solidão que se podia ouvir, como quem olha para as arvores, onde há vento. Uma solidão que se podia ver, provar, sentir, pensar, sofrer, amar,     uma solidão como um corpo, fechado sobre a noção que temos de nós: como a noção que temos de nós.   Cecília Meireles    Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: Numa época de tanto conhecimento e de fácil acesso a uma "rede" de amigos, qual o porquê de haver tanta solidão?

23.12.13, Alice Alfazema
  Ilustração Jane Spakowsky   És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjectividade objectiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?   Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para (...)