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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ou isto ou aquilo

Maio 13, 2018

Alice Alfazema

 

 

Ilustração Monica Garwood

 

 

 

 

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

 

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

 

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

 

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

 

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

 

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

 

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

 

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

 

Cecília Meireles

 

 

A ver o mar...

Julho 27, 2016

Alice Alfazema

Branquinha, como cal, sacode-se pela areia no seu biquíni cor de rosa choque. Cuecas um numero abaixo. Enfiadas entre as margens das badanas. Óculos de sol, redondos e gigantes, pretos. Leva a mão ao chapéu de palha, que trás na cabeça, um enorme laço castanho adorna o magnifico chapéu que parece flutuar com as abas ao vento. A cintura vai e vem, quase deslocando alguma vértebra na zona lombar. Pisa a água devagarinho, levanta um joelhinho com cuidado, depois o outro, anda até a água lhe ficar pela anca, volta-se e acena com delicadeza ao amorzinho. Volta-se outra vez e segura novamente no chapéu, abas ao vento. O sal do oceano aflora-lhe a pele delicada. Aliviou-se. Caminha, então para a margem, pois sabe que a toalha a espera, desesperada naquela areia quente.

 

 

Alice Alfazema

Dois

Junho 07, 2015

Alice Alfazema

casal.JPG

Estavam os dois tão delicadamente em cima da muralha. De passo solto e elegante, os dois apanhavam o sol do final daquela tarde de Junho. Namoravam. Elevaram-se naquele céu azul, deram a volta e pairaram por um momento. Sentiram os dois o espaço que há entre o céu e a terra. Depenicaram o vento. Namoravam. Voltaram à muralha, não se importaram com outros olhares. Namoravam. Elegantes e enamorados saltitavam nas pedras já gastas e quentes do sol. 

 

Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: A chuva é sempre líquida?

Novembro 10, 2014

Alice Alfazema

chuva de sol.jpg

 

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

 

 

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade

 

 

 

Para ouvir a Mariza, neste belo tema, basta clicar no primeiro verso. 

 

 

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema

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