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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Coisas do nosso tempo - Ida à esteticista

11.08.19, Alice Alfazema
Foram os quatro à esteticista, a mãe, o pai, e as filhas. As mulheres precisavam de cuidar do pêlo, fazer uma completa, não queriam cá tapetes de veludo a enfeitar as salas. A sala era pequena para tanta gente junta, ao todo estavam lá cinco. No meio da sala a marquesa, numa das pontas um sofá, um móvel grande com prateleiras, do outro lado a máquina que trucida a penugem e aos pés da marquesa, a menos dois metros, um outro sofá, foi lá que o pai se instalou para consultar o (...)

Nós aqui neste jardim à beira mar e com temporal na costa

03.03.18, Alice Alfazema
Ilustração  Martín La Spina     E é uma sociedade mais feliz? Não. Mas criou-se este espírito de egoísmo… Antes, se passávamos por alguém que parecia estar em apuros, parávamos para ajudar. Hoje, se passamos por alguém que parece atrapalhado, aceleramos, não nos vá chatear.   O que é que nos faz evoluir? A cooperação. Evoluímos quando andamos em congressos, quando ouvimos colegas, quando pensamos com os outros. Debatemos, argumentamos e saímos de lá, uns e (...)

Gravidezes adiadas

19.06.14, Alice Alfazema
  Ilustração Kai Pannen   E assim alguém denunciou que algumas empresas andam por aí, neste nosso país ainda sumariamente patriarcal, a obrigar as mulheres a assinar papéis em que devem de adiar gravidezes indesejadas empresarialmente. Durante um dia, enquanto a notícia esteve na página de jornais, as vozes soaram indignadas, depois calam-se, como se as notícias fossem assim um prato de (...)

40 anos de Abril

24.04.14, Alice Alfazema
Hoje é véspera de Abril, daquele de 74, do século passado, do milénio passado, aquele de há quarenta anos. Os cravos estariam murchos se resistissem até hoje, mas os cravos renovam-se, vermelhos, a cada ano.    Naquele tempo eu era pequena, tinha ainda mãos pequeninas, não sabia de nada, apenas ouvia conversas e músicas que se repetiam. Nesse dia lembro-me da mão da minha mãe apertando a minha, com força, não pude subir a ladeira a correr e fomos para casa, os vizinhos (...)