Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As bolas e as riscas

24.07.20, Alice Alfazema
Estive a arrumar uma estante e fico sempre surpreendida com o lixo que acumulo. Nestes últimos tempos tenho conseguido livrar-me de bastantes coisas, o truque é fazer aos poucos, e deitar fora sem pensar, mais ou menos como quando esprememos uma borbulha, dói, mas tem de ser. O pior é que eu dantes nem acumulava nada, na Primavera fazia uma razia, agora é isto, mas não pode ser. Para além disso não tenho comprado coisas inúteis. Apenas o indispensável. Há meses que não coloco (...)

O que querem as crianças?

O mundo

01.06.20, Alice Alfazema
  Cá para mim as crianças querem um mundo melhor, agora estão mais atentos às questões ambientais e querem saber em que condições lhes vamos deixar o planeta, mas constantemente as suas reivindicações são ignoradas e as suas perguntas ficam sem resposta. Aquilo que querem? Que se acabem as guerras. Que se respeite por meios e acções o meio-ambiente. Que os seus direitos sejam uma regra sempre a cumprir. Que possam brincar. Que tenham horários escolares mais reduzidos, porque (...)

Racismo e preconceitos

07.05.20, Alice Alfazema
Corria o ano de 1974, era a  minha primeira semana de aulas, no meu primeiro ano da escola primária, tínhamos acabado de sair da sala de aula e estávamos a caminho das brincadeiras feitas no recreio, quando oiço: não brinquem com aquela menina, porque ela é preta! Olho, e a miúda que disse aquilo estava de dedo em riste apontado para mim a rir-se, não compreendi aquilo, e nem tive tempo de reacção, pois a professora que estava atrás de nós fez ouvir a sua voz, não me lembro (...)

Micro contos - Opinião

04.05.20, Alice Alfazema
Ilustração  Víctor Escandell   Era um prédio frágil e com muitos andares, o isolamento acústico era péssimo entre as casas, qualquer pessoa podia ouvir o que se passava na casa de outro vizinho. Era tão real a sensação de estarem na casa uns dos outros que alguns batiam com força à porta dos vizinhos e gritavam a sua opinião sobre a conversa que tinham ouvido desde a sua casa.