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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A nossa aldeia global

17.10.20, Alice Alfazema
“Numa primeira fase, aceitou-se e entendeu-se que doenças e fatores de risco cardiovasculares, como é o caso da hipertensão, possam ter passado para segundo plano em termos de preocupação e de atenção dispensadas por parte dos serviços de saúde e dos clínicos, de uma forma geral” “O que já não se compreende é que, passados estes meses todos, se continue a consumir a 100% todo o tempo e todas as energias em torno da pandemia em detrimento de uma doença que, diretamente (...)

Cu-cu, cu-cu

Onde está o cuco?

12.10.20, Alice Alfazema
Ilustração Dean Stuart    É sempre surpreendente ouvir falar do vírus coroninha 20-20, hoje ouvi dizer que sobrevive quase um mês no escuro e no frio, não gosta do calor do Sol, nem dos tecidos de algodão, gosta de superfícies suaves. É um vírus muito esperto, ultrapassa qualquer outro quando dissecado em estudos e opiniões. Sendo assim, ficamos a saber que dá-se bem em modo confinado, dormindo em lençóis de cetim e comendo sorvetes de queijo flamengo.      Em minha terra (...)

Estamos na corrida

10.10.20, Alice Alfazema
    Ilustração Alê Abreu   Estamos na corrida para o fim-de-semana, estamos na corrida para as férias, para a sexta-feira, para o final do dia, para a reforma, para a velhice e para a morte. E estamos em tantas outras corridas que nem damos por elas. Estamos na corrida das mentiras, da desinformação e da agitação mental, num mundo dito de normal, como se fosse normal andarmos todos a correr contra o tempo. Talvez seja por isso que as dores se agudizem, que os ossos estalem, (...)

Qual o local de eleição deste ano?

26.09.20, Alice Alfazema
  Ilustração Irene Fioretti   Este ano temos estado demasiado atentos aos outros e passamos muito tempo à janela. Tem sido um ano de profunda reflexão sobre os valores que queremos e dos que devemos abandonar. Não é para mim um ano desperdiçado, como tenho ouvido dizer por aí. É um patamar de mudança, se fosse um jogo, chamaríamos de - mudança de nível. Ou caímos, ou subimos, a diferença é que aqui não há como (...)