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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Escopo a escopo

19.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Amanda Oleander   Todos somos escultores do nosso próprio corpo, não só dele, mas de tudo aquilo que representamos. É interessante pensarmos que esta mesma estátua está em constante mudança, que pequenas nuances afrontam-nos, dando marcas desnecessárias à matéria, que quando é nova aguenta-se, também depende das intempéries envolvidas, escopo a escopo vamos avançando àquilo que julgamos a melhor versão, mas a arte é mesmo assim, uns gostam outros não.     

O encaixe

22.06.20, Alice Alfazema
O encaixe da vida destas flores fica entre um punhado de rochas, talvez aqui sejam mais felizes e tenham mais hipóteses de sobrevivência, às vezes o que parece impossível é a melhor estratégia, o encaixe é dinâmico e rico em pormenores ligeiros.      É tão fundo o silêncio entre as estrelas. Nem o som da palavra se propaga, Nem o canto das aves milagrosas. Mas lá, entre as estrelas, onde somos Um astro recriado, é que se ouve O íntimo rumor que abre as rosas.   José (...)

Estrela do Mar...

02.04.10, Alice Alfazema
   Um homem passeava à beira mar. Ao longe viu outro que apanhava alguma coisa e a atirava à àgua. Começou a ficar intrigado e à medida que olhava para a areia via imensas estrelas-do-mar, que com a maré vazante tinham ficado presas na areia. Sem maneira de sobreviver até a próxima maré, eram prisioneiras de um triste fim. Ao chegar perto do outro perguntou-lhe: - Porque eatá tirando as estrelas da areia e colocando-as dentro de àgua, não vai conseguir salvar todas são milhares. (...)