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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Por estes dias já é Agosto outra vez

01.08.18, Alice Alfazema
Escrevi este texto neste blogue em Agosto de 2012. Passaram-se tantos dias desde então, no entanto continuo a gostar destas velhas palavras. Encontrei-as hoje ao acaso. Talvez hoje não as escrevesse assim. Lembro-me perfeitamente de quando as escrevi: estava sozinha, numa sala de aula vazia, e sentia o peso do silêncio e o vazio do espaço. Quando trabalhamos com muita gente é difícil preencher esse vazio, tanto nos sons como no espaço. Ficam as vozes durante muito tempo a habitar (...)

O silêncio também é oração

12.05.17, Alice Alfazema
    O silêncio faz-nos reflectir naquilo que se passa à nossa volta. Devíamos de fazer silêncio mais vezes. Ouvir o silêncio permite-nos entrar na energia que flutua à nossa volta, aumenta a que existe em nós. É no silêncio que se cria a Paz, que se ouve o Coração, é através dele que se caminha para o Bem.     Eu gosto do Papa Francisco e da mensagem que ele carrega, o mundo precisa de mais Gente assim. Não é uma questão de fé, mas de humanidade.        Alice Alfazema

Chuva, sono, silêncio e poemas.

24.10.16, Alice Alfazema
  Ilustração Anna Franczuk       Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva Não faz ruído senão com sossego. Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva Do que não sabe, o sentimento é cego. Chove. Meu ser (quem sou) renego... Tão calma é a chuva que se solta no ar (Nem parece de nuvens) que parece Que não é chuva, mas um sussurrar Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece. Chove. Nada apetece... Não paira vento, não há céu que eu sinta. Chove longínqua (...)

Maio dia 19

19.05.14, Alice Alfazema
♥     Pintura  Charles Frederick Naegele    Hoje foi um dia onde reinou o silêncio.    Escuto na palavra a festa do silêncio.  Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.  As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.  Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.  É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.    António Ramos Rosa   ♥   Alice Alfazema