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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - Atenção pais! Não façam barulho!

02.10.19, Alice Alfazema
Os miúdos eram pequenos, mal chegavam ao parapeito da janela, estavam encostados à parede, a conversar animadamente, a conversa decorria ao ar livre, e as palavras eram levadas pelo vento: - Os teu pais quando fodem também fazem barulho? - Sim, gritam muito. - Será que nós também vamos gostar de foder?  - Eu não vou usar preservativo, aquilo deve fazer comichão. - Eu vou, é melhor prevenir.    

Coisas do nosso tempo - A cena menos escaldante em literatura em 2017

02.12.17, Alice Alfazema
Ela cobre os seios com o seu fato de banho. O resto dela permanece deleitavelmente exposto. A pele dos seus braços e ombros são sombras diferentes de bronzeado como manchas de água numa banheira. O seu rosto e vagina competem pela minha atenção, por isso olho para o triângulo de bilhar do meu pénis e testículos.   Christopher Bollen, in The Destroyers     O terceiro romance do americano Christopher Bollen, The Destroyers, é o grande vencedor do indesejado troféu Bad Sex in Fiction, atribuído, desde 1993, pela revista literária britânica Literacy Review à pior descrição de sexo em obras de ficção. (...)

O sexo tem prazo de validade?

18.02.17, Alice Alfazema
Ilustração Ramona Bruno     “Penso que o sexo é muito importante para ter uma vida feliz, independentemente da idade. Na verdade, quando estamos a fazer amor podemos ter a idade que queremos, não nos sentimos velhos.” (Mulher, 70-79 anos)   “Se estamos mesmo apaixonados pela nossa parceira, não temos vontade ou sequer pomos a hipótese de ter relações sexuais com outra pessoa. E eu e a minha mulher estamos ainda tão apaixonados como estávamos quando casámos.” (Ho (...)

A fita vermelha

01.12.16, Alice Alfazema
    Há muito tempo atrás, ia eu de comboio para o trabalho. A viagem era um pouco demorada, os comboios não eram tão rápidos como hoje em dia, dava para dormir, fazer malha, observar e conversar. Não haviam telemóveis, tablets nem fones, a malta entretinha-se com a paisagem. Depois de as minhas colegas descerem numa determinada estação eu ainda tinha mais de vinte minutos até chegar ao meu destino, durante esse período estava sempre comigo mesma.   Naquele dia a carruagem (...)

Bom dia ;)

25.07.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Marketa Smetanova     O amor é que é essencial. O sexo é só um acidente. Pode ser igual Ou diferente. O homem não é um animal: É uma carne inteligente Embora às vezes doente.     Fernando Pessoa, 1935     Alice Alfazema