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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

"Eramos + livres quando o telefone estava preso nas paredes"

01
Jul21

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Ilustração Jenni Murphy

Li esta frase, que é titulo de um livro de poesias, e é verdade éramos mais livres quando o telefone estava preso nas paredes. Agora por todo o lado somos observados, e obrigados a estarmos conectados, sabem que vimos as mensagens e que não nos apeteceu responder, sabem em que local estamos, a que horas, durante quanto tempo, Quase não há tempo nem espaço para loucuras. Namorar tornou-se um acto quase público, como era bom namorar quando apenas os mirones cirúrgicos faziam questão de nos aguardar, era fácil captura-los. E as desculpas em chegar tarde? Ninguém contradizia, havia dúvidas no ar, mas a certeza era a nossa.  

Conversas da escola - Atenção pais! Não façam barulho!

02
Out19

Os miúdos eram pequenos, mal chegavam ao parapeito da janela, estavam encostados à parede, a conversar animadamente, a conversa decorria ao ar livre, e as palavras eram levadas pelo vento:

- Os teu pais quando fodem também fazem barulho?

- Sim, gritam muito.

- Será que nós também vamos gostar de foder? 

- Eu não vou usar preservativo, aquilo deve fazer comichão.

- Eu vou, é melhor prevenir.

 

 

Coisas do nosso tempo - Ter ou não ter relações sexuais numa onda de calor?

19
Ago18