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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Há novidades!

Chegaram hoje as andorinhas.

28.02.21, Alice Alfazema
Hoje pela manhã vi que as andorinhas já tinham chegado, com alegria esvoaçavam de volta do ninho, fico sempre encantada ao descobrir que estes pequenos viajantes de longo curso voltaram. Não somente a visão, mas também a mensagem de resiliência que é necessária para empreender tal viagem. Tenho procurado em tudo o que me rodeia encontrar a chave para ser mais resiliente de forma serena, sem questionar muito, relativizando as minhas fragilidades, tal como o faço com os outros.  É (...)

Serra da Arrábida

02.01.21, Alice Alfazema
  Por mais que eu viva, nunca me vou cansar de olhar esta paisagem e de sentir este cheiro mágico. Por mais que se repita há sempre algo novo para descobrir. Algo que me transporta para o passado, me posiciona no presente e me faz sonhar com o futuro.     É uma paixão que não abranda. Parte de mim anda por ali. A alma que percorre o cume e saboreia o fim do rio e o começo do oceano. O calor da terra cor de fogo. As pedras que se equilibram perante o abismo. A cigarra que espera (...)

Serra da Arrábida

Fotografia Artur Pastor poema de Sebastião da Gama

18.06.20, Alice Alfazema
  Nada sabe do Mar quem não morreu no Mar. Calem-se os poetas e digam só metade os que andam sobre as ondas suspensos por um fio.     Sabe tudo do Mar quem no Mar perdeu tudo. Mas dorme lá no fundo, tem os lábios selados, e os olhos, reflectem e claramente explicam os mistérios do Mar, para sempre fechados.       Fotografia Artur Pastor, Portinho da Arrábida décadas de 40/60, Serra da Arrábida, Setúbal. Poema, Inscrição de Sebastião da Gama.

Quotidiano elástico

06.06.20, Alice Alfazema
  Ilustração Virginia Soriano Gayarre     Depois de tanto tempo sem ir às compras hoje fui ver as montras e pela primeira vez em meses entrei numa loja, comprei linha de algodão para crochet, elástico e tecido não tecido. Havia muita gente na rua, algumas pessoas andavam de máscara, outras nem por isso, umas tinham-nas ora no queixo, ora com o nariz de fora, as lojas estavam animadas de gente, não que tivessem apinhadas, nalgumas lojas apenas podiam entrar uma pessoa de cada (...)