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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Micro contos - O falhanço

16.02.18, Alice Alfazema
    Encontraram-me sem respirar, num degrau gelado de Londres. Tantas vezes passaram por mim e nunca me viram. Deram-me depois de frio um ramo de flores.        Alice Alfazema

Uma pergunta por dia: de que cor são as bolas das árvores de Natal dos sem-abrigo?

14.12.13, Alice Alfazema
    João Manuel Lourenço. Assim mesmo, sem receio de revelar o nome completo. Há quatro anos trabalhava na construção civil. Não esconde o orgulho que tem no seu currículo, que inclui a Ponte Vasco da Gama. Esteve também nas obras do viaduto de Santa Apolónia. “Trabalhei neste viaduto”, diz e aponta para cima. “Quem diria que seria a minha casa.” Notícia e fotografia do jornal Público (...)

Depois do choro

17.11.13, Alice Alfazema
Moram na rua, debaixo de um vão de escadas de umas lojas luxuosas de Lisboa. Victor e Bela sonham ter uma casa, talvez uma daquelas que estão vazias no centro da cidade, ou noutro sítio qualquer. Não conhecem blogues nem esta vida virtual, conhecem a realidade fria e dura, mas diz ele: choro depois passa-me.   Alice Alfazema