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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Hora sossegada

02.07.14, Alice Alfazema
    Hora sossegda De olhar estas flores... Não lhes peço nada. Basta a maravilha De as estar olhando.  Quanto lhes pedisse Não seria mais Do que me vão dando Sem lhes pedir nada  Flores que me dão Quando lhes não peço, Quanto pediria Se pedir quisesse...  Sebastião da GamaAlice Alfazema

Sem lamentos nem ais

26.12.12, Alice Alfazema
  Os engenheiros vieram, mediram, olharam... Havia árvores velhas... Mandaram deitar abaixo e os homens deitaram. Sem lamentos, sem ais as árvores caíram... Mas os engenheiros não puseram mais; em seu lugar apenas três cardos enfezados refloriram. E os cardos vis são gritos de revolta das sombras errantes pelo Ar; das sombras que tinham por abrigo aqueles freixos antigos que o machado foi matar.

Elevação

31.10.12, Alice Alfazema
  Já não estou em cima do rochedo... Embebi-me na Tarde, embebi-me na paisagem, embebi-me no que eles vêem e no que eles não vêem mas eu vejo, e tão leve me fiz, tão para longe do rochedo aonde já não estou, que o rochedo ficou só e eu distanciei-me na paisagem, na Tarde, na brandura da aragem...   Ausentei-me de aqui, de corpo e alma, diluí-me na paisagem,  e (...)