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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Micro contos - Curativo

15.09.16, Alice Alfazema
- Não sei como é que queres ser médica, nem és capaz de ver uma ponta de sangue. - Não!? És tu que me mudas os pensos higiénicos? És?     Alice Alfazema

Todos sangramos vermelho

28.11.10, Alice Alfazema
  Talvez eu não saiba escrever uma frase, ou mesmo uma palavra Mas isso significa que você pode-me pressionar contra a parede? Talvez eu não leia tão bem quanto o resto da turma, Mas isso significa que você pode-me fazer tropeçar? Talvez eu não consiga chutar uma bola para tão longe quanto o melhor jogador, Mas isso significa que sou diferente dos demais? Talvez eu não consiga gritar tão alto como você, Mas isso me torna menos homem? Talvez eu seja de cor ou raça (...)

Vampiros

03.10.10, Alice Alfazema
No céu cinzento Sob o astro mudo Batendo as asas Pela noite calada Vem em bandos Com pés veludo Chupar o sangue Fresco da manada Se alguém se engana Com seu ar sisudo E lhes franqueia As portas à chegada Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada A toda a parte Chegam os vampiros Poisam nos prédios Poisam nas calçadas Trazem no ventre Despojos antigos Mas nada os prende Às vidas acabadas São os mordomos Do universo todo Senhores à força Mandadores (...)

As Baleias

12.08.10, Alice Alfazema
  As Baleias   Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos     Não é possível que você suporte a barra De olhar nos olhos do que morre em suas mãos E ver no mar se debater o sofrimento E até sentir-se um vencedor neste momento   Não é possível que no fundo do seu peito Seu coração não tenha lágrimas guardadas Pra derramar sobre o vermelho derramado No azul das águas que você deixou manchadas   Seus netos vão te perguntar em poucos anos Pelas (...)

Carta para um/a adolescente

12.06.10, Alice Alfazema
Quando nasceste, desde a tua  concepção foste desejado, amado, pensado e imaginado, com amor e carinho. Nasceste, foste lavado, vestido, acarinhado e mimado. Levas-te colinho quando fazias birras e chucha quando querias dormir. A comida preparada com carinho e cuidado, o cabelo penteado com esmero. Abraços que retribuíam amor, sentido por todos, risos e gargalhadas, idas à praia e a descoberta de novos mundos. As mãos que te conduziam e que tu tanto confiavas e querias que (...)