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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Liberdade ao sal

19.06.15, Alice Alfazema
Ilustração Astrid Trügg     Antes de sentir a traição na pele ela sentia-se livre, gozava de uma liberdade atlântica, o fresco do oceano banhava a sua pele e trazia-lhe o odor do sal para junto de si, as ondas alegres faziam-lhe cócegas pelo corpo todo e gargalhava até lhe doer a barriga. Depois disso veio a sensação pegajosa do óleo que se lhe agarrou à pele, o fecho asfixiante na lata (...)

O meu tesouro

04.10.14, Alice Alfazema
Hoje sentei-me à beirinha do Atlântico. As suas ondas rasteirinhas vieram ter comigo, fizeram-me festas de sal. Estive assim, por muito tempo, contemplando e sentindo aquela imensa massa azul. Passaram cães e pessoas. Uma abelha pousou na minha toalha amarela, enquanto eu lia. No meu livro uma aranha minúscula poisou entre as páginas, vinda sei lá de onde, sei que conseguem atravessar oceanos, levadas pelo vento, seres minorquinhas que já viveram uma aventura tão grande. A praia (...)

Nada

11.08.14, Alice Alfazema
    Coitadas das toalhas, abandonadas ali no areal, ouvindo o marulhar das ondas e tendo o vento por companhia, estão que nem podem, nem protector  solar lhes puseram, não lhes sacudiram o sal, duras remetem-se ao silêncio. Esperam ansiosa pelos corpos que as vão molhar.     Alice alfazema