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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Um Natal no Rio

15.12.19, Alice Alfazema
Era uma vez um Rio, que corria de Sul para Norte, passava por serras, montes e vales, e vinha desaguar a um estuário que tinha como fim um Oceano imenso. Esse rio era manso e azul, "em certos dias tinha mesmo a cor do céu", as suas margens eram gémeas e nele viviam muitos animais. Tinha uma das pradarias marinhas mais importantes do país, onde nasciam as mais variadas espécies, e que serviam também para alimentar e proteger os golfinhos que por lá viviam, as pessoas que por ali (...)

Meu rio, meu mar

30.11.19, Alice Alfazema
  Minha cidade Meu rio Meu mar   Pôr-do-sol de cores imperiais Cheiros de maresia Cheiros de areia fresca das cadeias do mar Areia de beijinhos perdidos ao relento     Meu mar Belos momentos a esquecer tormentos E o sol a queimar E o sol a sorrir de sonhos saudosos   Deitados no mar com rendados de luz Que o sol emprestou     Minha cidade De rio e de mar Riqueza assim É inveja sem fim.       Carmen Dessa, in Em mim e em outros lugares    

Hoje apetece-me contar uma estória

28.09.19, Alice Alfazema
Era eu uma miúda e atravessava o Sado numa traineira, ao final do dia o cheiro do gasóleo entranhava-se nas minhas narinas, era também um cheiro de oceano, serra e rio, isto tudo misturado como resumo do dia, para mim estes cheiros funcionam como marcadores de memória.   Atravessava então o rio azul e manso, onde podia ver as várias correntes que entravam e saíam do oceano, na cabine e ao leme alguém levava o barco que trepidava a meus pés, era uma sensação relaxante, (...)

28 de Setembro 2019 - Pelo Rio Sado

06.09.19, Alice Alfazema
  Agora que terminaram as férias, agora em que as praias da Arrábida e Tróia, vão ficar vazias de gente, agora começa outra história. Agora que terminou a partilha de fotografias de golfinhos e festas de vinho e barco, de bronzeados e gelados,  agora que se dá o regresso às aulas e se come menos sardinha assada. Agora começa outra história. A história das dragagens no Rio Sado, na casa dos golfinhos, junto às pradarias marinhas, junto à desova da malta que habita no rio, no (...)