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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Boa Páscoa!

16.04.17, Alice Alfazema
  Ilustração  Jon Krause       Porque a forma das coisas lhe fugia, O poeta deitou-se e teve sono. Mais nenhuma ilusão apetecia, Mais nenhum coração era seu dono.   Cada fruto maduro apodrecia; Cada ninho morria de abandono; Nada lutava e nada resistia, Porque na cor de tudo havia outono.   Só a razão da vida via mais: Terra, sementes, caules, animais Descansavam apenas um momento.   E o vencido poeta despertou Vivo como a certeza dum rebento Na seiva do poema que sonhou.     M (...)