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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

#diariodagratidao 04-06-2019

04.06.19, Alice Alfazema
  Ilustração  Robert Dunn     O som do relógio Tem a alma por fora, Só ele é a noite E a noite se ignora.   Não sei que distância Vai de som a som Rezando, no tique Do taque do tom.   Mas oiço de noite A sua presença Sem ter onde acoite Meu ser sem ser.   Parece dizer Sempre a mesma coisa Como o que se senta E se não repousa.     Poema de Fernando Pessoa  

Relógio

19.02.12, Alice Alfazema
  Olha o relógio! Quantas horas ele contou, e os tempos que já viu... Para ele nada é estranho. Tem a rapidez dos segundos.  O tormento dos minutos. A vagareza das horas. O ciclo dos dias. E o passar dos anos. Já chegou a contar séculos. Já viu vestes e maneiras diferentes de falar. Por ele já passaram guerras. Anunciou mortes e nascimentos. Conta o tempo e não o (...)