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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estrelinhas

Árvore de Natal

23
Dez22

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Natal és tu,
quando decides nascer novamente todos os dias
e deixar entrar Deus na tua alma.


A árvore de Natal és tu
quando resistes fortemente
aos ventos e às dificuldades da vida.


As decorações de Natal és tu
quando as tuas virtudes são as cores
que adornam a tua vida.


O sino de Natal és tu
quando chamas,
reúnes e tentas unir.


És também a luz de Natal
quando iluminas com a tua vida
o caminho dos outros
com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.

Os anjos de Natal és tu
quando cantas para o mundo
uma mensagem de paz, de justiça e de amor.


A estrela de Natal és tu
quando levas alguém
ao encontro com o Senhor.


És também os reis magos
quando dás o melhor que tens
sem te importares a quem o dás.


A música de Natal és tu
quando conquistas a harmonia dentro de ti.


O presente de Natal és tu
quando és um verdadeiro amigo
e irmão de todos os seres humanos.


As felicitações de Natal és tu
quando perdoas e restabeleces a paz
mesmo quando sofres.

A ceia de Natal és tu
quando sacias com pão e com esperança
o pobre que está a teu lado.


Tu és a noite de Natal
Quando humilde e consciente recebes
no silêncio da noite
o Salvador do Mundo
sem barulho nem grandes celebrações;
tu és o sorriso da confiança e ternura
na paz interior de um Natal perene
que estabelece o reino dentro de ti.


Um bom Natal a todos os que
se assemelham ao Natal.

Papa Francisco

Desejo-vos umas Boas Festas.

 

Ilustração Esther Aarts

 

O factor sorte

30
Nov22

mão.jpg Ilustração Cecile Davidovici

Lembro-me de ter lido algures sobre o que disse Eunice Muñoz sobre o sucesso que se tem na vida, falou ela que o factor sorte não é tido  muito em conta no sucesso de cada um, mas que é aí que começa a diferença, no entanto quando  alguém escreve uma biografia de uma pessoa de sucesso fala genericamente em que houve muito trabalho, resiliência de entre outros factores, omitindo voluntariamente a sorte que se teve aqui e ali, assim a sorte não é tida em grande conta, no entanto o facto de termos a sorte de encontrarmos pessoas que nos ajudam em determinadas situações pode fazer uma grande diferença entre o sucesso e o insucesso. 

A sorte é assim como a esperança, é vã, ninguém sabe ao certo como se comporta nem para que serve. 

 

 

Caminhadas

P.N.A.

19
Fev22

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Por estradas de montanha
vou: os três burricos que sou.
Será que alguém me acompanha?

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Também não sei se é uma ida
ao inverso: se regresso.
Muito é o nada nesta vida.

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E, dos três, que eram eu mesmo
ora pois, morreram dois;
fiquei só, andando a esmo.

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Mortos, mas, vindo comigo
a pesar. E carregar
a ambos é o meu castigo?

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Pois a estrada por onde eu ia
findou. Agora, onde estou?

Já cheguei, e não sabia?

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Três vêzes terei chegado
eu – o só, que não morreu
e um morto eu de cada lado.

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Sendo bem isso, ou então
será: morto o que vivo está.
E os vivos, que longe vão?

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Poema de Guimarães Rosa

Caminhada pelo Parque Natural da Arrábida