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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A escada para o arco-íris

25.11.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Sarolta Szulyovsky      Nascida na ternura ou na tristeza,Límpida gota dos orvalhos da alma,Tu, lágrima saudosa, muda e calma,Que força enorme tens nessa fraqueza?  Possuis mais que o poder da realeza,Quando és filha da dor que o pranto acalma,E, qual gota de orvalho em verde palma,À pálpebra chorosa ficas presa! Estrela da saudade, flor de neve,Que o vento da tristeza faz brotar,Amo o teu brilho nessa luz tão breve Do breve globo teu… imenso marCujos (...)

Somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual?

22.10.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Monica Garwood     Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos – para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.   Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem (...)

Fui comprar pão

04.10.18, Alice Alfazema
  Ilustração  Nerina Canzi   Fui comprar pão de manhãzinha, havia um nevoeiro cinzento e suspenso no céu. Senti o frio nos meus braços, mas não em modo de arrepio, foi mais uma coisa fresca, um alivio do calor dos últimos dias. Passei pelas grandes árvores, e ouvi o barulho das suas folhas a caírem no chão, pensei: mais uma despedida de verão.    Caem então umas atrás das outras, levando cada dia dos meses que passaram, as horas que olhei para elas, senti-me um (...)

Reflexão através do tempo

10.07.17, Alice Alfazema
 Ilustração Manon De Jong   O tempo é algo muito interessante, nós vivemos dependentes dele, criamos uma rotina através dele e é através desse mesmo que vemos que os anos passam a correr sem termos maneira de controlá-los. Por isso o importante é aproveitar ao máximo cada momento da nossa vida.   Margarida P.       Alice Alfazema

Meu bolo de morangos

17.04.17, Alice Alfazema
Aqui está o meu bolo de morangos, leve, levezinho, foi-se num instantinho. É vermelho, é encarnado, é branco, é rosa clarinho. É doce, mas tem toques de limão.          É assim o amor, a amizade e a vida, às vezes é doce outras tem toques de limão. São etapas, fases, luas, são jeitos de ser, são coisas banais, outras singulares, uns dias assim outros assado.      O meu amor tem lábios de silêncio e mãos de bailarina e voa como o vento e abraça-me onde a solidão (...)

A partir de que idade nos damos conta de que já não somos quem éramos?

10.02.17, Alice Alfazema
  Ilustração  Otar Imerlishvili   Haverá alguma idade em que nos damos conta de já não somos os mesmos? Serão as desilusões que nos apressam para esse estado de consciência, ou será então retardada essa descoberta pela vivências de acções felizes. A imagem reflectida pelo espelho terá alguma influência nessa descoberta de que um outro ser vive dentro daquele corpo que conhecemos há tantos anos? A vida é uma viagem sem regresso, viajas com tanta gente dentro de ti que (...)