Fim

Na mesma pedra se encontram,
conforme o povo traduz,
quando se nasce - uma estrela,
quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam,
hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio..
E a luz da estrela no fim!
Mário Quintana
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Na mesma pedra se encontram,
conforme o povo traduz,
quando se nasce - uma estrela,
quando se morre - uma cruz.
Mas quantos que aqui repousam,
hão de emendar-nos assim:
"Ponham-me a cruz no princípio..
E a luz da estrela no fim!
Mário Quintana
Daqui até ao Natal não sei quantos dias são, o tempo a longo prazo tornou-se pouco importante, sendo o tempo uma coisa vaga que se agiganta - naquilo que for - quando menos gostamos, e diminui na proporção da sua importância motivadora e inspiradora, quer em termos intelectuais ou emocionais. O tempo como aquele pedacinho de um instante, como cometa de mil cores que parece passar suave perante a nossa admiração, num fascínio milenar, maravilhosamente encantador, que deixa cá dentro deste corpo terreno a imensidão do cosmos, tal como uma música que trespassa a pele e se incorpora na mais ínfima das células, para depois explodir como se fosse um bola de sabão, deixando salpicos finos como prova da sua brevíssima existência.
O tempo marca a existência deste blog há mais de quatorze anos, digitalmente um tempo longo, na realidade apenas um piscar de olhos, foram tantos os dias, numa velocidade furiosa e incontrolável a ampulheta da vida não pára, parecendo maior o espaço vazio e mais cheio aquilo que já foi, no entanto, o que resta assume uma importância maior, como num final de fogo de artifício, depois o silêncio, ou o vazio do som das cores e das luzes, vamo-nos então suavemente, tal como rastos de estrelas visiveis numa noite de Verão.
Há dez anos neste blog, registei a velocidade, e o Poeta Zarolho comentou dizendo: Velocidade da luz apenas alcançável por mentes brilhantes, como Einstein. Interessante a velocidade e o tempo caminham lado a lado. Fui então visitar o blog do Poeta Zarolho, e vi que o tempo parou por lá desde 2021, fico a pensar no que se passou desde então, e não sei nada, porque de repente somos e depois já não somos.
Estou aqui à beira mar
Estou aqui à beira mim
Nesta arte de abeirar
Sigo apenas porque sim
Sinto as brisas falar
Sei porque falam assim
Limito-me a escutar
Desconto o que é ruim
Sou aquilo que sonhei
E mesmo nada sabendo
No dia em que acordei
Logo fui percebendo
Que sabendo, nada sei
Que sem ser, lá fui sendo.
Poema retirado do Blog Poeta Zarolho
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Natal és tu,
quando decides nascer novamente todos os dias
e deixar entrar Deus na tua alma.
A árvore de Natal és tu
quando resistes fortemente
aos ventos e às dificuldades da vida.
As decorações de Natal és tu
quando as tuas virtudes são as cores
que adornam a tua vida.
O sino de Natal és tu
quando chamas,
reúnes e tentas unir.
És também a luz de Natal
quando iluminas com a tua vida
o caminho dos outros
com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.
Os anjos de Natal és tu
quando cantas para o mundo
uma mensagem de paz, de justiça e de amor.
A estrela de Natal és tu
quando levas alguém
ao encontro com o Senhor.
És também os reis magos
quando dás o melhor que tens
sem te importares a quem o dás.
A música de Natal és tu
quando conquistas a harmonia dentro de ti.
O presente de Natal és tu
quando és um verdadeiro amigo
e irmão de todos os seres humanos.
As felicitações de Natal és tu
quando perdoas e restabeleces a paz
mesmo quando sofres.
A ceia de Natal és tu
quando sacias com pão e com esperança
o pobre que está a teu lado.
Tu és a noite de Natal
Quando humilde e consciente recebes
no silêncio da noite
o Salvador do Mundo
sem barulho nem grandes celebrações;
tu és o sorriso da confiança e ternura
na paz interior de um Natal perene
que estabelece o reino dentro de ti.
Um bom Natal a todos os que
se assemelham ao Natal.
Papa Francisco
Desejo-vos umas Boas Festas.![]()
Ilustração Esther Aarts
Ilustração Cecile Davidovici
Lembro-me de ter lido algures sobre o que disse Eunice Muñoz sobre o sucesso que se tem na vida, falou ela que o factor sorte não é tido muito em conta no sucesso de cada um, mas que é aí que começa a diferença, no entanto quando alguém escreve uma biografia de uma pessoa de sucesso fala genericamente em que houve muito trabalho, resiliência de entre outros factores, omitindo voluntariamente a sorte que se teve aqui e ali, assim a sorte não é tida em grande conta, no entanto o facto de termos a sorte de encontrarmos pessoas que nos ajudam em determinadas situações pode fazer uma grande diferença entre o sucesso e o insucesso.
A sorte é assim como a esperança, é vã, ninguém sabe ao certo como se comporta nem para que serve.