Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Ultramar, Angola, refugiados, Portugal, racismo, educação, memórias, lembranças, infância...

Vamos aprender a ler nas entrelinhas

31.07.20, Alice Alfazema
  Tirei estas fotografias para vos mostrar como era estudar em Angola nos anos 70 do século passado, muitos de vocês partilharão destas memórias, que até nem são minhas, são do meu marido. Estas páginas são de um livro da 1º classe, onde lhes era ensinado a ler as frases básicas do seu quotidiano.     Nós que por estes dias temos falado tanto em existir racismo em Portugal, esquecemos as feridas que nos foram impostas. A mim calhou-me um pai vindo do Ultramar, obrigado a (...)

O "branco" não existe

Miscigenação

18.06.20, Alice Alfazema
  Ilustração Rita Cardelli       (...)aos ‘brancos racistas portugueses’, aos que defendem uma hierarquização dos indivíduos com base nas suas diferenças físicas e comportamentais herdadas. Do ponto de vista biológico-genético e antropológico, não existem ‘raças’, apenas uma gama enorme de variações de traços físicos entre os seres humanos. O ‘branco’ não existe: a formação étnico-racial da nação portuguesa é resultado de um profundo processo de (...)

Racismo e preconceitos

07.05.20, Alice Alfazema
Corria o ano de 1974, era a  minha primeira semana de aulas, no meu primeiro ano da escola primária, tínhamos acabado de sair da sala de aula e estávamos a caminho das brincadeiras feitas no recreio, quando oiço: não brinquem com aquela menina, porque ela é preta! Olho, e a miúda que disse aquilo estava de dedo em riste apontado para mim a rir-se, não compreendi aquilo, e nem tive tempo de reacção, pois a professora que estava atrás de nós fez ouvir a sua voz, não me lembro (...)

Coisas do nosso tempo - Bento Rodrigues

19.02.20, Alice Alfazema
    “Começamos este jornal com o rosto do carácter, da coragem e da lucidez. A coragem de ser o primeiro futebolista em Portugal e um dos poucos no mundo a abandonar um jogo depois de ouvir insultos racistas. O carácter de desafiar os que o tentaram travar sem perceberem que já não era sobre um jogo de futebol, nem sobre o resultado, mas sobre o que nos define enquanto civilização. A lucidez de saber que este é o momento que define um homem, que esta atitude vai muito para (...)

O ódio é uma doença contagiosa?

21.08.18, Alice Alfazema
  Ilustração Vanessa Ratkus       Contagiamo-nos mais pelo ódio ou pelo amor? Somos levados a um estado de loucura pelo ódio ou pelo bem? A loucura do ódio tem cura?    Estará a mentira ligada ao ódio, quando nos aproximamos de comentários sem reflexão, ou de notícias vindas a público sem fundamentos verídicos. As mentiras são as armas de propaganda que se instalam cada vez mais no nosso dia a dia. (...)