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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sabes?

23.01.20, Alice Alfazema
    Esta música, ouves? sabe que quando nos separamos - tu seguras uma ponta, eu seguro outra - as coisas do mundo tocam o cordel da nossa distância.     Vasco Gato

Esvoaçar

20.01.20, Alice Alfazema
  Ilustração  Demelsa Haughton   os cabelos guardam histórias de origens as passagens do tempo todo fio contém vestígios e carrega desde o princípio a iminência de sua queda        Poema Stephanie Borges

Janeiro 20/20

13

13.01.20, Alice Alfazema
  Há um tempo para estar só há um tempo para estar nu há um tempo que falta para ser o bastante uma coisa e outra há uma ponte em direcção ao tu   que é necessário atravessar e que é necessário, coragem, minar e há um ponto sem chão nem ponte em que só é preciso abrir os braços e voar.         Poema Rui Caeiro          

Janeiro 20/20

8

08.01.20, Alice Alfazema
    Uma causa Infinita necessariamente produzirá um efeito infinito. Como o efeito, porém, se opõe à causa, será infinito de outra maneira. O nosso universo, porém, é-nos dado como finito e temporal, pois, se o víssemos infinito e eterno, não o poderíamos ver. O mundo externo, pois, como nós o temos e nele vivemos, não pode ser efeito de uma Causa Infinita, mas, tão somente, de uma das manifestações ou criações finitas da Causa Infinita. Temos, pois, que a Causa (...)

Janeiro 20/20

7

07.01.20, Alice Alfazema
  A liberdade é a única coisa que os homens não desejam; e isso por nenhuma outra razão (julgo eu) senão a de que lhes basta desejá- la para a possuírem; como se recusassem conquistá-la por ela ser tão simples de obter.           Assim é: os homens nascem sob o jugo, são criados na servidão, sem olharem para lá dela, limitam-se a viver tal como nasceram, nunca pensam ter outro direito nem outro bem senão o que encontraram ao nascer, aceitam como natural o estado que (...)

Janeiro 20/20

5

05.01.20, Alice Alfazema
  Ilustração Pedro Tapa   Pensar-se enquanto animal consiste em preparar-se para aliviar a pressão da cultura sobre a natureza, e isso envolve a construção de um novo laço com o meio ambiente e as outras espécies. Se abandonamos a animalidade, ela não nos abandonou, e fala dentro da própria cultura. São ilusões, mitologias, hipertrofias que vão se dissolvendo e revelando uma realidade humana mais próxima, biológica e figurativamente, das bestas que dos anjos.   Jair (...)