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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

(a) braços

12.04.21, Alice Alfazema
   Não é por acasoque existe um espaçoentre dois braçoslugar onde se semeiamgerminam e crescemos abraços No espaçoentre dois braçosexauram-se medos e agoniasremovem-se pedras do caminhofecundam-se sonhoscriam-se laços No espaço entre dois braçoscalam-se as vozes e os passosfalam os sentidos consentidosnasce a vertigem de coraçãocom coração sem embaraços Não não é por acasoque existe um espaçoentre dois braçoslugar onde se semeiame crescem os abraços   Poema de (...)

Micro contos - Festival

11.04.21, Alice Alfazema
Abeirei-me daquele aglomerado rosa, era um rosa vivo e elegante que não consegui captar como queria, entre nós um vento leve provocava uma dança suave,  parecia que havia música naquele silêncio. E de repente ali estava eu, num festival de flores.  

Micro contos - Conversa

10.04.21, Alice Alfazema
  Ilustração Rui Carruço   Um dia alguém disse-me: gosto muito de falar consigo. Diga-me uma coisa, aprende mais com que tipo de pessoas? Respondi que aprendia tanto com os mais novos como com os mais velhos, porque os outros geralmente sabiam tanto como eu.  

Micro contos - Transparências

09.04.21, Alice Alfazema
Fiquei ali, olhando a pequena abelha, enquanto ela estendia as suas asas brilhantes e transparentes ao sol da manhã que se erguia,  num voo parado e vibrante,  pensei em quantos batimentos de asas por segundo seriam necessários para manter-se assim sem sair do lugar. Aquela dança milenar era aos meus olhos uma novíssima descoberta.