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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O homem das castanhas

02.10.10, Alice Alfazema
Música- Paulo de Carvalho   Letra- Ary dos Santos   Canta-Carlos do Carmo   Na Praça da Figueira, ou no Jardim da Estrela, num fogareiro aceso é que ela arde. Ao canto do Outono,à esquina do Inverno, o homem das castanhas é eterno. Não tem eira nem beira, nem guarida, e apregoa como um desafio. É um cartucho pardo a sua vida, e, se não mata a fome, mata o frio. Um carro que se empurra, um chapéu esburacado, no peito uma castanha que não arde. Tem a chuva (...)