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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Por as palavras a andar

18
Out18

 

 

Ilustração Olha Muzychenko

 

“Diz a sabedoria indígena que quando não cumprimos aquilo que prometemos, o fio de nossa ação, que deveria estar concluída e amarrada em algum lugar, fica solto ao nosso lado. Com o passar do tempo, os fios soltos enrolam-se em nossos pés e impedem que caminhemos livremente, fazendo que fiquemos amarrados às nossas próprias palavras.
Por isso os nativos têm o costume de "por-as-palavras- a-andar", que significa agir de acordo com o que se fala. Isso conduz à integridade entre o pensar, o sentir e o agir no mundo e nos conduz ao Caminho da Beleza onde há harmonia e prosperidade naturais.”

 

 

Economia - Receber sem trabalhar.

21
Set10

Um professor de economia na universidade Texas Tech, disse que nunca havia reprovado um aluno antes, mas uma vez, reprovou uma turma inteira. Esta classe em particular tinha insistido que um regime realmente igualitário funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".
O professor então disse: - Ok, vamos fazer uma experiência igualitária nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas de avaliação nas provas. Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma, e portanto seriam "justas"porque iguais.  Isso quis dizer que todos iriam  receber  as mesmas notas, o que significou que ninguém iria ser reprovado.  Isso também quis dizer que obviamente ninguém iria receber um "20"...Depois das primeiras avaliações sairem foi feita a média e  todos receberam"13".  Nesta altura quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram felizes da vida  com o resultado. Quando a segunda prova foi feita  os alunos preguiçosos, continuaram no seu ritmo, pois acreditavam que a  média da turma os continuaria a beneficiar. Já os alunos aplicados entenderam que também  eles teriam direito a baixar o ritmo, agindo contra a sua própria  natureza.

Resultado, a segunda média das avaliações foi " 8". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral acabou por descambar  e voltou a descer para  o "5".

As notas nunca mais voltaram aos patamares mais altos,  mas ao invés,  as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.   A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações e inimizades que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém se sentia  obrigado a estudar para beneficiar o resto da sala.  Resultado: Todos os alunos chumbaram naquela  disciplina... porque todos eram «iguais».

O professor explicou que a experiência igualitária  tinha falhado porque ela traduziu-se na desmotivação dos participantes. Preguiça e mágoa foi o resultado. "Quando a recompensa é grande", disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

 

"É  impossível levar o pobre à prosperidade através de acções que punam os mais afortunados pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, obriga a que  outra pessoa deva trabalhar sem receber. O governo não pode «dar» a alguém aquilo que  tira a outro alguém. Quando metade de uma  população começa a entender  a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

(Adrian Rogers, 1931)