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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O homem do talho

13.01.19, Alice Alfazema
Enquanto espero pela minha vez entretenho-me a observar o homem do talho. É baixo, moreno, tem umas sobrancelhas grossas e escuras e umas mãos grandes e tortas. Desde  à algum tempo que olho para as mãos do homem do talho, tem uma luva de malha de aço, quase um cavaleiro da época Medieval, trás a faca na mão, qual espada em riste, e desfere golpes rápidos e certeiros nos ossos do entrecosto.   É possível que lhe doam as mãos, os seus dedos estão deformados. As mãos (...)

Março mês da Mulher: Mulher oleira

10.03.14, Alice Alfazema
  Bela Alves, 39 anos de idade e oleira há 14, aprendeu o ofício com o mestre Joaquim Oliveira, entretanto falecido, e hoje continua a “dar à luz” ‘cantarinhas de namorados’, na sua oficina instalada na Plataforma das Artes, em Guimarães.   Segundo a tradição, quando um rapaz se dispunha a fazer o pedido oficial de casamento oferecia primeiro à namorada uma cantarinha, moldada em barro. Se a prenda fosse aceite, estava formalizado o pedido particular, passando a depender (...)

Março mês da Mulher: Mulheres do Mar

06.03.14, Alice Alfazema
    Brasil, ver história aqui.   Na sua tese de doutoramento Rose Mary Gerber, demonstra que esta profissão invisível existe:   Mais do que filhas ou esposas de pescadores, elas representam uma classe praticamente invisível na economia familiar do litoral Norte de Santa Catarina. Cuidam da casa e dos filhos, beneficiam e negociam a (...)