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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Amarelinha

10.06.18, Alice Alfazema
    Vive, dizes, no presente; Vive só no presente.   Mas eu não quero o presente, quero a realidade; Quero as coisas que existem, não o tempo que as mede.   O que é o presente? É uma coisa relativa ao passado e ao futuro. É uma coisa que existe em virtude de outras coisas existirem. Eu quero só a realidade, as coisas sem presente.   Não quero incluir o tempo no meu esquema. Não quero pensar nas coisas como presentes; quero pensar nelas como coisas. Não quero separá-las de (...)

O tempo

30.10.16, Alice Alfazema
  Ilustração Francesca Baerald   Peguei no tempo e guardei-o, para gastá-lo quando quiser. Peguei no tempo e voei nele. Peguei no tempo e gastei-o todo, agora não tenho tempo. Depois o tempo pegou em mim e gastou-me, cansou-me, amoleceu-me, paralisou-me. Peguei outra vez no tempo e soltei-o, agora vou apanhá-lo. Vou dividi-lo, cortá-lo em pedacinhos e engoli-lo.      Alice Alfazema  

Entre um ontem e um hoje

29.08.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Ross Watson   Se pudesses escrever a alguém do passado, do teu ou de outro passado qualquer, a quem escreverias? E gostarias de receber uma mensagem de quem? Eu gostava de receber uma mensagem da minha avó, saber como estão as coisas, saber pormenores de outros reencontros...sinto falta de manter a conversa em dia. Banalidades.   Alice Alfazema