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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Porque há tanta gente preocupada com moda, culinária e futebol e tão pouca gente preocupada com a realidade

Maio 23, 2018

Alice Alfazema

Ilustração  Claudia Tremblay

 

 

Multipliquei-me para me sentir,

Para me sentir, precisei sentir tudo,

Transbordei, não fiz senão extravasar-me,

Despi-me entreguei-me.

E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

 

 

 

 

Álvaro de Campos

Coisas do nosso tempo - Baratas na Assembleia da República

Maio 17, 2018

Alice Alfazema

Crime ambiental no Alentejo - Beja

Maio 11, 2018

Alice Alfazema

 

Percebi que em Beja não se sai da cidade e as janelas devem estar fechadas. Ninguém viu ou tomou conhecimento do grave atentado ao património que circunda a cidade? É um caminhante que ao deparar-se com a destruição do “povoado da Salvada 10” decide contatar um arqueólogo (a planície, ainda, não viram que já lá não está); e este informou a Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA). Verificada e constada a sua total profanação:

 “Os proprietários foram identificados e notificados pela DRCA para suspender a intervenção para que fosse avaliada “a extensão dos danos e ponderadas as medidas corretivas” com a indicação de que a “inobservância de providências limitativas decretadas constitui crime” .

Mas não suspenderam e continuam; e continuam numa intensa e total movimentação  dos solos.

 

O projeto Elaia destinava-se a "criar um dos maiores e melhores" olivais intensivos (200 a 300 árvores por hectare e sistema de rega gota a gota) e transformou-se em culturas superintensivas (de 1800 a 2000 árvores por hectare).

 

 

 

Texto e fotografia retirados do blogue Navegantes de Ideias, de Guida Brito, para ler o artigo completo clique no nome do blogue. Que mundo estamos a construir? 

 

 

Alice Alfazema

 

Uma Família nos tempos de Salazar

Abril 08, 2018

Alice Alfazema

livro.....jpg

 

No dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos-os-Santos, foram os três arranjar as campas do cemitério de Pedra Maria. O pequenino ficou com a caseira, a do Lanhas. Lavaram a pedra mármore da lápide tumular de António com lixívia bem forte e esfregaram vigorosamente o túmulo da tia de Minhoure com uma escova de aço. Tudo ficou limpo e adornado.

 

 

 

In, Uma Família nos tempos de Salazar, Florbela Teixeira

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

Coisas do nosso tempo - Lisboa dos estendais em flor

Abril 06, 2018

Alice Alfazema

bairrolisboa.jpg

 

 

Todos os dias aparecem nos jornais notícias sobre os despejos nos bairros históricos de Lisboa, o turismo está em alta e é aproveitar enquanto dura. As pessoas que fizeram dos bairros aquilo que são: um produto que se vende bem, estão agora à beira do desespero, muitas delas com uma idade bastante avançada. Pergunto-me então quem estenderá as cuecas à janela para que se mantenha a tradição, serão os turistas ou será aprovada a obrigatoriedade por um qualquer decreto camarário?

 

 

Alice Alfazema

A grande desmatação de 2018

Abril 02, 2018

Alice Alfazema

Na Universidade do Algarve, fomos todos convocados pelos Serviços Técnicos, e nossas famílias, para participar na acção de voluntariado que teve lugar no passado sábado, de “limpeza de mato e recolha de material sólido combustível” no campus de Gambelas. “Material sólido combustível” – é assim que agora se designam as árvores e outra vegetação e seres que neles habitam. Pobre pinhal do campus de Gambelas!

 

As árvores arbustos e ervas que nos pedem para “limpar”, são parte de um ecossistema, têm variedade, albergam insectos, répteis e outros seres; as aves dependem da manta morta do solo, dos arbustos e das copas dos pinheiros para repouso e nidificar. As copas dos pinheiros reduzem a luz que limita a vegetação que cresce no solo. A manta morta que cobre o solo, é precisa para regenerar todo o sistema. Estamos na época do ano mais sensível para a procriação da maior parte destas espécies vegetais e animais, em particular as aves, que já começaram a construir os ninhos. O ruído invasivo das motosserras e roçadeiras que se tem ouvido nos últimos dias não deixa dúvidas sobre o que está a acontecer aos pinheiros e restante vegetação e seres que neles habitam e deles dependem. É a contribuição da Universidade do Algarve para o salvação da floresta em Portugal!

 

 

 

Texto escrito por  (para ler o resto do artigo clicar sobre o nome)

 

 

Na escola onde trabalho também acontecem podas que me fazem lembrar os cabides onde colocamos o casaco quando o despimos, até já sugeri à diretora que colocasse lá a roupa que temos nos perdidos e achados, também uma colega me questionou se eu agora era defensora das árvores, após o corte radical de umas quatro árvores que foram feitas em lenha, pareciam formigas na recolha dos troncos, com  a raiva que tinha na altura respondi-lhe que deveriam morrer todos com doenças dos pulmões, daquelas bravas que fazem doer bastante. A preocupação dela era com o lixo, assim já não teria de varrer tantas folhas.

 

Ao todo desde o principio deste ano lectivo já foram mais de seis árvores cortadas pela raiz, que eu desse por isso ninguém ficou chocado com nada, alguns até se alegraram e gritaram: finalmente. Que mundo de bosta estamos a construir? E já agora que disciplina é aquela que se diz serem Ciências Naturais? É sobre o quê precisamente? 

 

Como é que num raio de uma escola e numa universidade se aplicam ensinamentos destes? 

 

Na rua onde moro as árvores foram podadas como se fossem cálices, os ramos ao alto, apenas na vertical, estou aguardando a chegada das folhas, devem romper lá no cocuruto dos ramos. Certamente deverão sentir-se envergonhadas com tamanho penteado.

 

As árvores não são apenas umas coisas que têm um tronco e uns ramos, são a casa de inúmeros animais, são vida:

 

 

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

Naquele tempo

Março 30, 2018

Alice Alfazema

Naquele tempo, as pessoas achavam que tinham atingido um patamar de grande inteligência. A escolaridade era obrigatória até à maioridade, havia grande facilidade de encontrar informação, os meios de comunicação eram rápidos, as pessoas possuíam segundas peles onde se apresentavam como fulano de tal, onde tinham um carro de determinada marca...naquele tempo, os valores humanos básicos eram deteriorados por causa de uns maços de notas numa qualquer instituição bancaria, naquele tempo a corrupção era algo perfeitamente aceite, onde se podia escapar com uma certa facilidade, naquele tempo as pessoas davam uma grande importância à imagem, à hierarquia, ao penteado,  sem se importarem grandemente se morriam crianças à fome, se outras pessoas não tinham condições básica no seu emprego, mesmo que elas próprias vestissem roupa feita por gente que era todos os dias explorados, as pessoas sentiam-se felizes a exibirem os seus belos trapos, comiam frutas e mariscos em festas bonitas...naquele tempo o plástico encheu os mares e os rios, imensos pássaros desapareceram e muitos outros animais, os activistas ambientais eram mortos sem que houvesse preocupações de maior, naquele tempo as árvores faziam muito lixo... naquele tempo estávamos no ano de 2018.

 

 

 

Alice Alfazema

O bailinho da Madeira e arredores

Março 18, 2018

Alice Alfazema

A Saipem Portugal Comércio Marítimo, dona do navio perfurador que vai realizar em setembro a primeira sondagem petrolífera em águas portuguesas, já teve 202 milhões de euros em apoios fiscais desde 2010. A empresa tem vindo a encabeçar a lista das sociedades com maiores benefícios fiscais de IRC, por estar sediada na zona de negócios da Madeira, avança o jornal “Público”.

 

 

Retirado de Jornal Económico.

 

 

Alice Alfazema

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