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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

De branco se dança

19.06.18 | Alice Alfazema | comentar
   Fotografia Sheau Torng Lim    Pois há na dança uma força intensa e uma magia,uma pureza que a natureza enviana sensualidade de corpos em agitação.   Poema Leonardo Schabbach

Mesmo com a boca fechada

26.05.18 | Alice Alfazema | comentar
 Ilustração  Catherine Campbell    Sou o pássaro que cantadentro da tua cabeçaque canta na tua gargantacanta onde lhe apeteçaSou o pássaro que voadentro do teu coraçãoe do de qualquer pessoamesmo as que julgas que nãoSou o pássaro da imaginaçãoque voa (...)

As pessoas que se ignoram

14.04.18 | Alice Alfazema | comentar
Ilustração Vladimir Olenberg   Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.O que agradece que na terra haja música.O que descobre com prazer uma etimologia.Dois empregados que num café do Sul jogam um xadrez silencioso.O ceramista que premedita uma cor e (...)

Uma boa constipação

27.02.18 | Alice Alfazema | ver comentários (2)
 Ilustração Henrietta Harris   Pachos na testa, terço na mão,Uma botija, chá de limão,Zaragatoas, vinho com mel,Três aspirinas, creme na peleGrito de medo, chamo a mulher.Ai Lurdes que vou morrer.Mede-me a febre, olha-me a goela,Cala os miúdos, fecha a janela,N (...)

Várias partes repartidas por coisa nenhuma

23.12.17 | Alice Alfazema | ver comentários (1)
Uma parte de mimé todo mundo:outra parte é ninguém:fundo sem fundo. Uma parte de mimé multidão:outra parte estranhezae solidão.  Uma parte de mimpesa, pondera:outra partedelira. Uma parte de mimalmoça e janta:outra partese espanta. Uma parte de mimé permanente:

Farol

05.11.17 | Alice Alfazema | comentar
 Ilustração Barry Ross Smith  Em cima do farol branco.Um dos meus ouvidos ouve o mar,sua voz e seu clamor. O mar devolve tudo que não vale,tudo ruim, ficando com o bom,com coisas que o enobreça.O meu ouvido ouve os (...)

Tamanho S

20.10.17 | Alice Alfazema | comentar
O meu cão, não vai à escola Não sabe ler, mas tem educaçãoConheço pessoas analfabetasPessoas de baixa condição Que até são mais educadasDo que aquelas que lá vãoO meu cão, vive na barracaComo vive qualquer cãoHá pessoas a viver em barracasTantas, que até (...)

Menina e moça

05.10.17 | Alice Alfazema | ver comentários (1)
 No castelo, ponho um cotoveloEm Alfama, descanso o olharE assim desfaz-se o noveloDe azul e mar  À ribeira encosto a cabeçaA almofada, na cama do TejoCom lençóis bordados à pressaNa cambraia de um beijo  Lisboa menina e moça, meninaDa luz que meus olhos vêem (...)

Bom dia! Eis o que tenho para vos mostrar hoje...

03.10.17 | Alice Alfazema | comentar
 Sei que seria possível construir o mundo justo As cidades poderiam ser claras e lavadas Pelo canto dos espaços e das fontes O céu o mar e a terra estão prontos A saciar a nossa fome do terrestre A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia Cada (...)

Lua cheia

07.09.17 | Alice Alfazema | comentar
 Ilustração Simone Rea  Quando o céu todo se enfeita.Para uma paz satisfeitaE o mundo inteiro se deitaNos braços da escuridão,Aparece a lua cheia,A fulgurante candeiaQue pelo espaço vagueia,Clareando a imensidão! Sutil e cariciosa,Dentro da nuvem garbosa,Ela se (...)