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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Observar

05.05.18, Alice Alfazema
    Quero voar com as fadas nas nuvens que são almofadas dos que gostam de sonhar, vaguear pelo espaço envolver no meu abraço aquele que está a chorar;         Voar sobre os continentes observar as diferentes gentes que não param de labutar, tristes ou sorridentes ricas ou indigentes fazem o mundo avançar;       Voar e ter a ousadia de procurar noite e dia os jardins da felicidade, mostrar a quem quiser ver que nada tem a perder o que vive com verdade;     Quero com os (...)

Entre a aguarela e a poesia

08.04.17, Alice Alfazema
  Tenho em casa um piano azul E não conheço uma só nota.   Ele fica no escuro à porta do porão, Desde que o mundo decaiu.   Tocado a quatro mãos-estelares  – A mulher-lua cantava no barco – Hoje os ratos dançam sobre as teclas.     O teclado está quebrado… Eu choro pelos mortos azuis.   Ah anjo amado  – eu comi do pão azedo – Enquanto ainda estou viva  Eu lhe peço – embora seja proibido – Abra pra mim as portas do céu.     Ilustrações Victoria Kirdy   (...)

Eu infiltrado no sofá alheio

30.03.16, Alice Alfazema
    Eu sou o dono do sofá Eu quero ser o dono do sofá(mas não me deixam) O sofá é tão grande e eles são uns egoístas Eu serei eternamente o dono do sofá O sofá é meu amigo É no sofá que desabafo grandes sornas O meu sofá O sofá deles O nosso sofá   Poema de Ginjas Toma      Alice Alfazema      

Alma

30.08.15, Alice Alfazema
Ilustração Masha Kurbatova   Pelo Sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos. Basta a fé no que temos, Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e do que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? - Partimos. Vamos. Somos. Sebastião da Gama   Alice Alfazema  

O elefante

04.03.15, Alice Alfazema
Ilustração Jennifer Mercede     O rugoso elefante pousa as patas cuidadosas nas pedras,Pedras do imenso caminho, sinuoso e íngreme,Entre as antigas muralhas e as altas frondes,E vai subindo devagar para o palácio- fatigado patriarca. O rugoso elefante tem apenas um velho manto amarelo,Manto amarelo esgarçado e pobre, que não se pareceCom as coberturas soberbas, os brocados que outroraEnvolve (...)