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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

De olhos fechados

30.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Albert Henry Collins   De olhos fechados olho o espelho, vejo muito mais do que a imagem reflecte. Esse alcance pertence-me. Aparentemente ninguém à minha volta dá por isso. A imagem mental que vejo é por enquanto inatingível, em breve ela ficará reflectida no espelho.       

"Os gomos da viagem se abrem como uma laranja."

14.10.20, Alice Alfazema
  Que nome eu tenho para você? Certamente não há nome para você No sentido em que estrelas têm nomes De alguma forma adequados. Apenas andando por aí,     Um objeto de curiosidade para alguns, Mas você anda muito preocupado Pela mancha secreta por detrás de sua alma Para dizer muito e vagar por aí,     Sorrindo para si e para os outros. Chega a ser meio solitário. Mas ao mesmo tempo desconcertante. Contraproducente, como você percebe novamente Que o caminho mais longo é (...)

#diariodagratidao 23-06-2019

23.06.19, Alice Alfazema
  Un vento leggero pulisce il cielo, guarda, ha smesso di piovere. Odore di terra bagnata, di salmastro, di fiori. E semplicemente camminare. Camminare fino al blu: la sintesi di un giorno perfetto.     Pintura Tiziana Rinaldi, ver a sua obra aqui.

Também há imagens que nos beijam?

18.08.18, Alice Alfazema
    Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca, Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca.       Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto, Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto.       De repente coloridas Entre palavras sem cor,     Esperadas, inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído, No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é (...)

Um copo de leite e o resto da vida

02.06.18, Alice Alfazema
Ilustração  Sarah K. Lamb       Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome.   Decidiu que pediria comida na próxima casa. Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água.   Ela achou que o jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite. Ele bebeu devagar e depois lhe (...)