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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Para que serve a voz

24
Abr24

 

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Nestes dias levados entre notícias de guerra e vozes de Abril, recolho-me ao meu silêncio e penso...apenas penso, sem dar voz ao pensamento, porque me sinto estranha entre os iguais, reconheço que a voz temos de a partilhar, num acaso ou por obrigação, mas o pensamento não, continua meu (por enquanto), até que me atreva ou que julgue necessário partilha-lo.

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É com surpresa que identifico como dias comuns aqueles em que passo em silêncio, não é com magoa que penso nisto é antes como uma reflexão binária daquilo que fui e do que sou, à espera da transformação plena que há-de vir, lembro-me então do canto da cigarra, tão mal afamada em analogia à formiga, é mais fácil ver o carreiro do que saber quantos anos estão debaixo de terra as cigarras até poderem deitar cá para fora o som da sua voz, que interessa se é num único e derradeiro Verão, o que ficou da história é aquilo que se sabe, que interessa somente aparecer, pode ser em forma de grito, ou em leve surdina engalanada de sorriso. 

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Pensamento crítico

22
Dez18

 

Ilustração Dale Edwin Murray

 

 

 

Não há pensamento crítico sem amizade. O pensamento crítico só é possível através de uma relação lenta com a ciência e com as palavras. O antropólogo britânico Jack Goody explica na sua obra “Domesticação do Pensamento Selvagem” que o pensamento crítico só é possível quando conseguimos ler um texto duas vezes e repensar o que lemos para podermos distinguir entre o bem e o mal, entre verdade e mentira. Quando o processo de comunicação se torna vertiginoso, assente em multicamadas e extremamente agressivo, deixamos de ter tempo material para pensarmos de uma forma emocional e racional. Ou seja, o pensamento crítico morreu! É algo que não existe nos dias de hoje, salvo em algumas áreas minoritárias, onde as pessoas podem dar-se ao luxo de ter tempo e de pensar.

 

Franco Berardi

Uma pergunta por dia: Tens medo de utopias e de sonhos?

29
Nov14

 Ilustração Luís Alves 

 

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não quere-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a magica presença das estrelas!

 

Mário Quintana 


Pergunta inspirada neste texto do Luís Milheiro, no blogue largo da memória.

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema