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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Também há imagens que nos beijam?

18.08.18, Alice Alfazema
    Há palavras que nos beijam Como se tivessem boca, Palavras de amor, de esperança, De imenso amor, de esperança louca.       Palavras nuas que beijas Quando a noite perde o rosto, Palavras que se recusam Aos muros do teu desgosto.       De repente coloridas Entre palavras sem cor,     Esperadas, inesperadas Como a poesia ou o amor. (O nome de quem se ama Letra a letra revelado No mármore distraído, No papel abandonado) Palavras que nos transportam Aonde a noite é (...)

Um detalhe importante

01.11.17, Alice Alfazema
    Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Ao contrário, existem muitos outros tipos de morte, e se faz necessário morrer todo dia um pouco. Caso isso não aconteça, ficamos estacionados, parados num ponto, enquanto o restante do universo continua caminhando, mesmo que lentamente. A morte é ainda mais do que uma passagem, é a indicação de transformação.    Se a semente não morrer, para dar lugar a árvore, os frutos (...)

Voar através dos pensamentos? - um super-poder

15.08.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Cally Johnson-Isaacs     Estamos fartos das palavras? Estamos fartos de tudo? Talvez. Uns mais, outros menos. No entanto, ouvi alguém dizer que semeia flores na montanha, e diz com calma que alguém precisa de fazer esse trabalho. Há também quem reze, são pessoas que semeiam coisas boas. Isso é bom. Muito bom. Deixo-vos aqui umas palavras escritas pela minha filha, num dos textos que realizou para a disciplina de português.   Amor, o que será este amor que (...)

O aqui e o agora

29.06.16, Alice Alfazema
  Esta manhã foi a mais bela de todas as manhãs. Cheia de ti. Do teu brilho, do teu cheiro, do teu sorriso igual ao das maçãs. Ainda tenho nos meus olhos o brilho dos teus olhos. Nunca, como hoje, desejei estar contigo numa ilha. Uma ilha deserta, mas cheia de nós. E à tua pergunta natural: "o que é que estamos aqui a fazer?", eu responderia também na (...)

Escrita

26.06.16, Alice Alfazema
  Encontrei estas velhas palavras, escritas por mim num caderno que foi abandonado, já as escrevi no blogue, há tanto tempo, agora apetece-me escrevê-las de novo aqui, de uma outra forma, mas com o mesmo sentido, porque há coisas que não são perecíveis.      Há momentos que se pressentem e que não (...)

Como vai o mundo?

30.05.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Lora Zombie     Vejamos como vai o mundo. Este vasto mundo que baila tão alegremente. Talvez não tanto quanto isso. Os jornais cansam. As notícias cansam. O mundo cansa. O mundo cansa porque está cansado.   Conto, Nuvens, de António Tabucchi     Alice Alfazema