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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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16.11.19, Alice Alfazema
  às vezes basta uma palavra uma flor ou apenas uma pétala um sorriso o voo rasante das gaivotas não sentir e não me importar uma colher de arroz-doce, mas com a parte da canela o cheiro a mar uma pinta na folha o frio da pedra e o quente de uma respiração o fumegar do café importar-me com o teu sentir o lápis de cor amarela, para pintar o sol aqueles teus fios de música que fazem estremecer uma impressão, mesmo que vaga, de felicidade o ondulado negro a lembrança sempre (...)

As pessoas falam muito e agem pouco?

16.06.14, Alice Alfazema
  Ultimamente a palavra é algo como o Divino, à acção foi dado um segundo plano, como uma coisa secundária, que se vier veio se não vier deixa estar. No plano das palavras as pessoas podem-se mover rapidamente, enquanto que no da acção, tem de haver um envolvimento emocional e carnal, que conjuntamente produza a acção desejada.    Respostas à solta...   Alice (...)

A folha de papel e a tinta

16.09.10, Alice Alfazema
 Uma folha de papel que estava em cima de uma escrivaninha juntamente com outras iguais a ela, um belo dia apareceu toda manchada de sinais. Uma pena, molhada numa tinta muito negra, escrevera na folha de papel uma quantidade enorme de palavras. - Não podias ter-me poupado esta humilhação? - Disse, aborrecida, a folha de papel à tinta - Sujaste-me toda, estragaste-me para sempre. - Espera - respondeu a tinta - Eu não te sujei, eu cobri-te de palavras. A partir de agora não és (...)