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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Chama rosa

05.11.20, Alice Alfazema
Chovia pausadamente, havia vento e estávamos no final da tarde. Já é Novembro e escurece rápido. As pessoas entravam e saíam rápidas do supermercado, andando em passos de corrida para chegarem aos carros sem molharem as compras. Estou ali dentro do meu carro a observar aquela azáfama. Chega um homem com um saco, abre o porta bagagem do carro e mete lá dentro as compras, o homem fica a olhar para trás, à espera, pouco depois chega uma mulher e um miúdo, o miúdo entra no carro, (...)

Curso previsível da vida

07.02.20, Alice Alfazema
  Ilustração Anke Evers     Nunca são as coisas mais simples que aparecem quando as esperamos. O que é mais simples, como o amor, ou o mais evidente dos sorrisos, não se encontra no curso previsível da vida. Porém, se nos distraímos do calendário, ou se o acaso dos passos nos empurrou para fora do caminho habitual, então as coisas são outras. Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso: um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando (...)

As pombas

16.07.19, Alice Alfazema
    As pombas rodeiam-te, são pensamentos esvoaçantes, que vão e vêm em diversas direcções, esvoaçam levemente ou poisam de rompante. Vão embora pela manhã e voltam à tarde. À noite poisam no poleiro dos teus sonhos e ficam à espera de comida. Do teu eu que paira num universo paralelo, numa almofada fofa e fresca com cheiro de maresia. De manhã as pombas refrescam-se na tua preguiça, na ponta dos teus dedos e debicam segredos que tu agarras com as mãos, elas fogem, só (...)