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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Almoço entre colegas

18.06.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Wojtek Kowalczyk   Era vez um almoço de colegas, ou quase colegas. Para terminar o ano de trabalho decidiram fazer uma bela almoçarada, fixaram um preço, propuseram-se a candidatos e juntaram um grande grupo. No dia do almoço, uns arranjaram as saladas, outros cortaram o pão, cozeram as batatas, salgaram o peixe e a carne, houve também quem acendesse os fogareiros e assasse os ditos, outros ainda puseram a mesa e arranjaram as sobremesas. Chegada a hora da (...)

Os pardais

06.01.13, Alice Alfazema
  Hoje, enquanto fazia o pequeno almoço, depois de ter colocado o pão na torradeira, desfiz em pedacinhos uma fatia de pão. Abri a janela da cozinha e lancei-os para a rua. Asinhas esvoaçam nessa direcção. São tímidos e assustadiços. Fecho a janela e o cortinado, espreito-os, e vejo-os a debicarem o miolo do pão espalhado na estrada. Devoram-no num ápice.   Às vezes, quando estou a estender a roupa um poisa no estendal, enquanto os outros menos afoitos vão aparecendo lá (...)

O pão de cada dia

16.10.10, Alice Alfazema
    Que o pão encontre na boca O abraço de uma canção inventada no trabalho Não a fome fatigada de um suor que corre em vão Que o pão do dia não chegue sabendo a resto de luta e a troféu de humilhação Que o pão seja como flor festivamente colhida por quem deu ajuda ao chão Mais do que flor, seja o fruto nascendo límpido e simples sempre ao alcance da mão Da minha e da tua mão  Thiago de Mello, Barreirinha, Brasil