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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Trasparência

27.07.19, Alice Alfazema
  Ilustração Jeffrey T. Larson     Senhor libertai-nos do jogo perigoso da transparência No fundo do mar da nossa alma não há corais nem búzios Mas sufocado sonho E não sabemos bem que coisa são os sonhos Condutores silenciosos canto surdo Que um dia subitamente emergem No grande pátio liso dos desastres   Sophia de Mello Breyner Andresen  

Maio dia 6

06.05.14, Alice Alfazema
  Mais rosas. Estas dizem-me que parecem farófias, para mim parecem nuvens, daquelas que achamos que são fofas.   Um bom momento bom do dia, ir visitar o blogue da Cristina Torrão e ler esta frase:   "Saúdo-te, belo dia, possas-me tu dar força para fazer o bem, para que, ao serão, eu possa ir (...)

Sorriso grande

03.01.13, Alice Alfazema
  Não sei porquê, Sebastião,  sinto-te mais intensamente nestes dias de sol.   Eu sei que tu e o sol são duas coisas distintas. Tu escrevias versos e o sol não. tu tinhas um sorriso grande e o sol só tem um sorriso nos desenhos das crianças.   Mas um pincel doido coloriu o teu corpo no azul e tu vieste à procura dele e pediste a Deus este sol para o encontrares.   (...)

Uma pergunta por dia: Qual deles é o mais bonito?

17.09.12, Alice Alfazema
Creio nos anjos que andam pelo mundo, Creio na Deusa com olhos de diamantes, Creio em amores lunares com piano ao fundo, Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,         Creio num engenho que falta mais fecundo De harmonizar as partes dissonantes, Creio que tudo é eterno num segundo, Creio num céu futuro que houve dantes,   Creio nos deuses de um astral mais puro, N (...)

Oração

02.03.11, Alice Alfazema
            Que eu me permita olhar, escutar e  sonhar mais.   Falar menos, chorar menos.   Ver nos olhos de quem me vê a admiração de que eles me têm  e não a inveja que prepotentemente penso que têm.   Escutar com meus ouvidos atentos e minha boca estática as palavras que se fazem gestos e os gestos que se fazem palavras.   Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.   Saber realizar os sonhos que nascem em  mim e por mim e comigo morrem (...)

Uma oração

20.05.10, Alice Alfazema
Recuse-se a cair. Se não puder se recusar a cair, recuse-se a ficar no chão. Se não puder se recusar a ficar no chão, eleve o coração aos céus e, como um mendigo faminto, peça que o encham, e ele será cheio. Podem empurrá-lo para baixo. Podem impedi-lo de se levantar. Mas ninguém pode impedi-lo de elevar seu coração aos céus... só você. É no meio da aflição que tantas coisas ficam claras. Quem diz que nada de bom resultou disso ainda não está escutando.