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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Afinal conta-me lá o que é o amor

25.06.16, Alice Alfazema
  Ilustração Aga Adamska     Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu espelho minha vida minha imagem E abandonei os jardins do paraíso Cá fora à luz sem véu do dia duro Sem os espelhos vi que estava nua E ao descampado se chamava tempo Por (...)

As mãos e os beijos

14.02.15, Alice Alfazema
Ilustração Ines Vilpi   As mãos ficaram ligadas aos beijos, trespassaram lugares desconhecidos, foram cúmplices de momentos inesquecíveis.   Há sem dúvida quem ame o infinito, Há sem dúvida quem deseje o impossível, Há sem dúvida quem não queira nada - Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: Porque eu amo infinitamente o finito, Porque eu desejo impossivelmente o possível, Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser, Ou até se não puder ser...   Álvaro (...)

Maio dia 9

09.05.14, Alice Alfazema
♥     As bestas andam à solta, trazem cavalos de vento e luas vermelhas. Quantas já foram mortas este ano? Quantas estão em casa prisioneiras dos costumes e das crenças? De que raça são? São brancas e de outras cores. Têm sonhos no olhar quando são jovens. As mulheres.   A mulher com uma bebé de meses, dá-lhe mama todas as noites, trabalha agora seis horas fora de casa, quando chega a casa mais que seis, mais outro filho, o marmanjão sentado no sofá, espera pelo jantar. (...)