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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estreia

06.01.21, Alice Alfazema
Hoje o dia amanheceu branco gelo, as folhas congeladas limitavam-se a deixar passar o tempo. Algumas gralhas faziam barulho sem no entanto voarem. O som parecia abafado de todo o lado. Coloquei a máscara para poder caminhar mais confortável, não que houvesse alguém por perto, mas para me proteger do frio gélido que me entrava garganta abaixo, só conseguia caminhar depressa engolindo golfadas de ar que me faziam arrefecer o estômago. Queria tirar fotografias àquela paisagem (...)

Olhar sedutor

28.12.20, Alice Alfazema
  Fotografia Eric Deschamps   Eu gosto de me surpreender com aquilo que a Natureza nos oferece, de observar, mesmo através dos olhos dos outros, que a vida na Terra é um tesouro escondido à vista dos mais distraídos.  É incrível como ainda conhecemos tão pouco sobre isso, todos os dias há quem descubra um pormenor diferente e partilhe esse momento. (...)

Nem todos os pássaros são azuis, nem todas as árvores são verdes

13.12.20, Alice Alfazema
Fotografia Kris Tynski Era uma árvore de natal, plástica e de um verde profundo, em cima uma estrela de purpurinas prateadas, bolas de um material fibroso e brilhante enfeitavam os ramos, uns quantos chocolates cobriam as pontas dos ramos e as fitas de poliéster caíam em cascata. Por baixo avistava-se uma cena da Bíblia. Jesus estava deitado nas palhas, acabado de nascer. Era uma árvore frondosa e velha, tão velha que nela (...)

A divisão do tempo e das imagens

25.08.20, Alice Alfazema
  Não te chamo para te conhecerEu quero abrir os braços e sentir-teComo a vela de um barco sente o vento    Não te chamo para te conhecerConheço tudo à força de não ser      Peço-te que venhas e me dêsUm pouco de ti mesmo onde eu habite     Poema de Sophia de Mello Breyner Andersen , in  No Tempo Dividido