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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Sou uma mãe...

:-)

27.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Daniela Costa   Sou uma mãe que nunca guardou dentes ou cabelinhos dos filhos, sou uma mãe que não sabe qual foi a primeira palavra que disseram, tenho uma vaga ideia, sou uma mãe que não criou álbuns de fotografias com os filhos bebés, nem sei quando comeram pela primeira vez sopa, tenho uma vaga ideia. Sou uma mãe que nunca contou histórias de princesas à filha, nem lhe comprou vestidos pelo carnaval, sou uma mãe que nunca comprou acessórios de cozinha e (...)

Debaixo das telhas

20.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Tran Nguyen     Quando a moça da cidade chegou veio morar na fazenda, na casa velha... Tão velha! Quem fez aquela casa foi o bisavô... Deram-lhe para dormir a camarinha, uma alcova sem luzes, tão escura! mergulhada na tristura de sua treva e de sua única portinha... A moça não disse nada, mas mandou buscar na cidade uma telha de vidro... Queria que ficasse iluminada sua camarinha sem claridade... Agora, o quarto onde ela mora é o quarto mais alegre da fazenda, t (...)

Do outro lado

11.11.20, Alice Alfazema
  Podemos esgotar a vida a tentar fazer aquilo que não sabemos, a ultrapassar os medos e as inseguranças. Por vezes com tantas tentativas falhadas que nos levam à exaustão, ao desalento e até à desistência do objectivo. Fazêmo-lo porque à luz da sociedade é bastante valorizado sermos insistentes naquilo que não somos capazes. Então como num martírio lá vamos nós dia a dia, passo a passo, esperando que chegue a ocasião de sermos elogiados pelo que conseguimos. Raramente (...)

💋 Feliz Natal💋

25.12.19, Alice Alfazema
  Não haveria nada mais fácil no mundo das histórias que escrever um conto de Natal com Menino Jesus ou sem ele, se não fosse dar-se o caso de que uma criança que nasce está sempre nascendo.     O nosso grande erro, esquecidos como em geral andamos das infâncias que vivemos, foi pensar que as crianças nascem uma única vez e que depois de nascidas se limitam a ficar à espera de que o tempo passe e as transforme em adultos, os quais, como deveríamos saber, constituem uma (...)

Dezembro - Dia 25 - Vida

25.12.19, Alice Alfazema
    Vida. Tudo pode ter sido dito para esta palavra, há muitas vidas dentro da mesma vida, mas o mais importante é a conclusão, é nela que vais pensar, o que quero ser? Ou como quero ser recordado? Acordai hoje é dia de começar a celebrar!