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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Vidas

26.12.16, Alice Alfazema
lustração  Hülya Özdemir   Ontem foi dia de Natal, hoje é dia de restos, restos de cansaço, de azias, de lembranças, de comidas...hoje vi a notícia da morte de George Michael, um cantor cujas músicas fizeram parte da minha juventude. Cinquenta e três anos. Foi-se. O que mais temos de certo na vida é a morte, entretanto reagíamos quase sempre com surpresa à notícia da morte de alguém. Quando esse alguém nos é conhecido e fez parte do nosso percurso de vida faz-nos (...)

Depois

09.01.16, Alice Alfazema
    Quando temos alguém de quem gostamos e com quem conversamos muitas vezes, e que ao fazê-lo nos traz alívio, ou abertura de espírito é muito bom.   Quando esse alguém desaparece, desta dimensão, fica um vazio difícil de preencher. Ficam os objectos, os móveis, os sofás, as roupas, os livros, a casa inteira parada no tempo. As palavras não se ouvem. Querem-se mas não existem. Que histórias ficaram por contar? Há um silêncio que nos confunde. Tudo à volta está (...)

Ida

09.02.14, Alice Alfazema
As pessoas partem, numa viagem só de ida, vão sem quererem ir e os que ficam arrependem-se de não terem partilhado mais, de não terem abraçado mais, de  não terem vivido mais. E a vida é breve e frágil, quando nos damos conta disso é tarde. Não escolhe idade, nem dia de semana, nem dia de sol ou de vento. Perdemos. Pensamos que há prazos estabelecidos, não é (...)

Praxe no Meco

19.01.14, Alice Alfazema
  Seis jovens morreram em Dezembro passado, entretanto, muitas cerimónias se fizeram depois disso. As capas levaram mas o silêncio ficou. A testemunha está calada, dizem nos jornais que há um pacto de silêncio entre os estudantes. Mas haverá silêncios que justifiquem a morte? Haverá praxes que dignifiquem a vida?   Alice Alfazema

Ausências

29.08.13, Alice Alfazema
Mais um bombeiro morreu, neste verão de 2013, desta vez uma mulher, com apenas vinte e um anos. Todos os anos a história dos incendiários e dos incêndios se repete, todos os anos as mesmas lamurias, sobre a prevenção, a limpeza das matas. Todos os anos há uma ausência de responsabilidades pela parte daqueles que recebem para tal.    Alice Alfazema

A morte termina uma vida, não uma relação

22.06.12, Alice Alfazema
  Fotografia Patrícia Cruz   Fala-se da Morte como se fosse ela uma coisa proibida. Algo que só se deve falar em sussurro, para que ela não passe por nós.   Há doze anos perdi a minha mãe, perdi-a somente fisicamente, porque ela continua comigo todos os dias da minha vida. Aos pais que pensam que devem apenas educar os filhos para a vida, devem também fazê-lo (...)