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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Das cadeiras desarrumadas às cabeças ocas

07.06.18, Alice Alfazema
Ilustração  Jane Spakowsky   Hoje logo pela manhã, enquanto tenho o bar fechado e estou a preparar a vitrine, os miúdos estão na sala polivalente conversando e esperando o toque da entrada, por vezes há muito barulho, cadeiras arrastadas, gritos, risadas, enfim um mundo de gente junta. Assim que toca a maioria levanta-se e vai embora, alguns arrumam as cadeiras, outros não, há quem deixe o seu lixo em cima das mesas ou pelo chão. Não há enraizado o respeito pelo espaço do (...)

Como uma onda

25.06.17, Alice Alfazema
  Ilustração  Cristina Minguillón     Nada do que foi será De novo do jeito que já foi um dia Tudo passa Tudo sempre passará   A vida vem em ondas Como um mar Num indo e vindo infinito   Tudo que se vê não é Igual ao que a gente Viu há um segundo Tudo muda o tempo todo no mundo Não adianta fugir Nem mentir Pra si mesmo agora Há tanta vida lá fora Aqui dentro sempre   Como uma onda no mar Como uma onda no mar Como uma onda no mar Como uma onda no mar     Poema de (...)

Queridos jovens...

20.06.17, Alice Alfazema
De jovens estou a referir-me a malta entre os 16 e 20 e poucos anos. Não deixem nas mãos dos outros os vossos destinos. Não deixem nas mãos dos outros o Vosso Planeta e o Vosso País. Envolvam-se na sociedade civil, façam valer as vossas ideias e os vossos ideais. Entrem na vida política, mandem à fava os que vos dizem que não têm experiência. Precisamos de ideias novas! De sangue novo! De gente com garra! Não se resignem! Informem-se. Actuem nas mais variadas áreas, sigam os (...)

A mesma coisa

27.05.15, Alice Alfazema
  Fotografia Mona Holmo   Deixo-vos aqui um pedacinho daquilo que estou a ler:   (...) vi umas cascatas enormes. A mais alta tem 408 metros e a água cai de lá de cima como uma cortina atirada do topo da montanha . Ela não parece descer rapidamente, como seria de esperar: devido à distância, parece descer muito devagar. E a água não parece descer num fluxo único, mas antes separada em muitos (...)

Entre o futuro e o presente, eis-me aqui.

09.03.15, Alice Alfazema
Ilustração Clélia Nguyen   Hoje, vou deixar aqui um texto argumentativo, escrito pela minha filha, trabalho esse que foi feito na disciplina de português, ela tem treze anos. Os temas eram sobre o respeito entre os pais e os filhos, a influência dos pais nas escolhas dos filhos e os papéis do homem e da mulher. Este texto é importante para mim. Ela perguntou-me se eu o queria colocar aqui. Sim.     Eu escolhi (...)

O elefante

04.03.15, Alice Alfazema
Ilustração Jennifer Mercede     O rugoso elefante pousa as patas cuidadosas nas pedras,Pedras do imenso caminho, sinuoso e íngreme,Entre as antigas muralhas e as altas frondes,E vai subindo devagar para o palácio- fatigado patriarca. O rugoso elefante tem apenas um velho manto amarelo,Manto amarelo esgarçado e pobre, que não se pareceCom as coberturas soberbas, os brocados que outroraEnvolve (...)

O dragão

22.02.15, Alice Alfazema
Imagem daqui.   Não acordes o dragão, mantém-te em silêncio e sossegado, não dês nenhum passo, nunca acordes o bafo daquele que te chateia,  vive na paz do dragão, quando tiveres perto da tua morte verás que nada disto que foi dito sobre o dragão terá valido a pena. Vive.   Alice Alfazema  

Pelo azul do céu e do mar

29.06.14, Alice Alfazema
    A dor de perder um filho não tem forma nem cor, apenas o tempo e só ele a faz mais leve, que o tempo seja breve a passar e que esvaia essa dor que agora é imensa.   Ergue a tua face Para o brilho da Aurora. Se enfrentada, com coragem, A História passa E a dor não se perpetua.   Ergue os olhos acima Deste dia que perdeste. Deixa ressurgir   o sonho.   Maya Angelou

Momentos retorcidos

12.06.14, Alice Alfazema
  Se eu tivesse um tronco certamente que seria assim, retorcido. À medida que o tempo passa mais me retorço e cresço retorcidamente mais e mais. Numa busca incessante, como tantos outros que tenho lido ultimamente. Os troncos desta árvore crescem na horizontal, talvez pelo retrocedimento do tronco. Coisas da vida. Da vida de uma árvore que teima em crescer, mesmo (...)